Um ônibus não é só um meio de transporte, pode ser também um meio de valorização da arte. Pensando assim, a Trupe Sinhá Zózima montou o monólogo "Valsa no. 6", de Nelson Rodrigues, dentro de um ônibus.

O veículo fica estacionado na Praça Roosevelt e as sextas e sábados recebe cerca de 30 pessoas que pagam o preço de uma passagem, R$ 2,30, mas ao invés de fazerem uma viagem geográfica, o público faz é uma viagem psicológica. Afinal, o espetáculo aborda a mente conturbada da personagem Sônia, uma adolescente de 15 anos que é morta enquanto toca a Valsa no. 6 de Chopin. Nesta transição entre a vida e a morte, ela tem flashes de memória sobre sua infância, conflitos da passagem de menina,  mulher e o homem amado.

“O ônibus é um lugar onde muitas pessoas, que não tem acesso ao teatro, se sentem a vontade porque o ônibus é um elemento que já faz parte do dia a dia deles”, explica a cenógrafa e atriz da peça, Vanessa Cabral. Por isso, o grupo escolheu este local como espaço experimental de intervenção urbana.

Para assistir basta comprar o ingresso na bilheteria do Espaço Sátyros I. A peça fica em cartaz à meia noite   desta sexta-feira, 28, e sábado, 29.

Valsa no. 6