Série de concertos com Rosana Lanzelotte, Eduardo Monteiro, Maria José Carrasqueira (participação especial do flautista Antônio Carlos Carrasqueira) e André Mehmari conta a história deste instrumento em gravação para um DVD educativo que será lançado pelo Selo SESC.

Não serão concertos tradicionais, pois música e um pouco de conversa com os músicos se misturam, a fim de levar o público a mergulhar na história, técnica e repertório deste que historicamente foi chamado de “o rei dos instrumentos”. Os quatro concertos serão gravados para a elaboração de um DVD educativo sobre o Piano, a ser futuramente lançado pelo selo SESC.

Confira a programação:

21/10 – Quarta, às 21h
Do cravo ao piano, com Rosana Lanzelotte

A transformação, na passagem dos séculos 17/18, do cravo, que tinha sonoridade de dinâmica fixa, para o piano, que se chamou no início fortepiano, justamente porque agora se podia tocar forte e piano – um extraordinário avanço que revolucionou a história da música. Das cordas pinçadas às cordas marteladas pelo feltro, uma revolução determinante na história da música.

22/10 – Quinta, às 21h
O piano clássico, com Eduardo Monteiro

Haydn, Mozart e Beethoven - a genial tríade vienense clássica – emanciparam o instrumento, dando-lhe as cartas de nobreza que o transformou, no século 19, em instrumento-rei. Eduardo Monteiro conclui o recital com uma performance rara: o piano funcionava até como substituto da orquestra, permitindo às pessoas tocar em casa, em reduções, as sinfonias e concertos que ouviam nos raros concertos públicos. Neste concerto o músico apresenta, então, o monumental primeiro movimento do concerto no. 1 para piano e orquestra de Brahms com um segundo piano fazendo as vezes de orquestra. Uma tradição que se perpetua: até hoje os pianistas preparam-se para concertos com orquestra ensaiando ao lado de um segundo piano.

28/10 – Quarta, às 21h
O piano romântico, com Maria José e Antônio Carlos Carrasqueira

A invenção do recital de piano, a explosão do consumo de pianos de armário pela burguesia florescente, o instrumento como encarnação do herói romântico. Além de Liszt, o inventor da fórmula do recital, Chopin, estabeleceu as bases de uma linguagem que até hoje freqüenta muito o nosso dia-a-dia. Desde as trilhas sonoras do cinema até a música de um Ernesto Nazareth. Parceiro ideal na prática da música de câmara, o piano cumpria, em casa, a mesma função que hoje tem a televisão, por exemplo. Era em torno dele que a família se divertia, após o jantar – fazendo a grande música, mas também as músicas dançáveis, populares.

29/10 – Quinta, às 21h
O piano hoje, com André Mehmari

No século 20 o piano recupera sua condição original de instrumento de percussão e avança sobre as músicas populares. Permanece o rei dos instrumentos. É, por exemplo, utilizado por um revolucionário contemporâneo como John Cage e suas peças para piano de brinquedo ou o piano preparado (onde objetos são colocados entre as cordas, alterando sua sonoridade); é parceiro de computadores em obras que misturam sons eletronicamente processados com os produzidos ao vivo; é fundamental no jazz norte-americano e na música popular brasileira, habitat preferencial das músicas improvisadas, de Duke Ellington a John Coltrane, de Keith Jarrett a Egberto Gismonti.

Piano: Uma história de 300 anos, em quatro concertos