Lançamento do DVD "Toda vez que eu dou um passo/o mundo sai do lugar". Amadurecendo as ideias dos anos de Mestre Ambrósio, deixando de lado a rabeca que já o levou pelo mundo em colaborações as mais diversas, nesse segundo trabalho da sua Fuloresta Siba fecha um ciclo de quem anda pelas ruas de Recife como celebridade, mas pelas de Nazaré como um igual. Ou melhor: um mestre.

Um dos principais mestres da nova geração da ciranda e do maracatu. Na guitarrada do Pará, pilotada pelo cearense Fernando Catatau. No piano, Rhodes fetiche vintage de eletrônicos e modernos, tocado com sabedoria de produtor pelo paulista Beto Villares. No piano acústico, que desdobra variações do gaúcho Arthur de Faria.

Ou nos arranjos de sopro do próprio Siba, que partem dos uníssonos da ciranda roots para abrir vozes, harmonias, contrapontos, ecos balcânicos, sombras de jazz e funk, em arranjos cuja escritura devolve a memória dos tempos de adolescente guitarrista roqueiro estudante da faculdade de música.

Siba e a Fuloresta