Calabar – O Elogio da Traição é o texto que será dramatizado na segunda, 21 de setembro, às 19h30, no Teatro SESC Anchieta. Sob direção de Marat Descartes, a dramatização traz no elenco Marco Antônio Pâmio, Julio Machado, Luís Mármora, Eugênio La Salvia, Luciana Paez e Cibele Jácome.

A dramatização faz parte do projeto “7 autores, 7 diretores, 7 encontros – Intolerância, que acontece uma vez por mês, e se estende até novembro, com entrada gratuita. A concepção e direção é de Eugênia Thereza de Andrade.

No palco, nada de cadeiras e uma mesa bucólica à meia luz. As leituras contam com encenação, cenários e figurinos, sempre dirigidas por diferentes profissionais.

Sobre o texto

Escrita no final de 1973 por Chico Buarque, em parceria com o cineasta Ruy Guerra, “Calabar - O Elogio da Traição” remonta o histórico episódio da invasão holandesa no Brasil, no século XVII, expondo a furiosa trajetória do Comandante Mathias de Albuquerque para capturar e enforcar Calabar, um senhor de engenho de Pernambuco que, visando apenas o lucro, tomou partido dos holandeses contra a coroa portuguesa e colonos brasileiros.

Calabar era uma das mais caras produções teatrais da época, custou cerca de 30 mi dólares e empregava mais de 80 pessoas. Como sempre, a censura do Regime Militar deveria aprovar e liberar a obra em um ensaio especialmente dedicado a isso. Depois de toda a montagem pronta e da primeira liberação do texto, veio a espera pela aprovação final. Foram três meses de expectativa e, em 20 de outubro de 1974, o general Antônio Bandeira, sem motivo aparente, proibiu a peça, o nome “Calabar” e a divulgação da proibição. O prejuízo para os autores e para os produtores foi enorme. Seis anos mais tarde, uma nova montagem estrearia, desta vez, liberada pela censura.

Dentre as músicas que compõem o repertório da obra, algumas foram sucesso, como "Não existe pecado ao sul do Equador" (cantada por Ney Matogrosso); "Cala a boca, Bárbara", e outras.

Calabar – O Elogio da Traição