Ditaduras militares do Brasil e do Chile são tema de documentário e videoarte exibidos no MIS
Obras do diretor César Meneghetti, exibidas gratuitamente no MIS em 22 de outubro, revelam sua diversidade de linguagens: Terrorista é um exemplo da cinematografia documental  de Meneghetti; Les terra’s di nadie apresenta uma visão poética dos golpes militares de 1964 e 1973. Exibição é seguida de conversa com diretor
O MIS apresenta em 22 de outubro (quinta), às 19h30, recentes obras do artista e cineasta César Meneghetti, que fazem um reexame histórico e traçam um diálogo entre importantes acontecimentos políticos da América Latina do século passado: as ditaduras militares brasileira e chilena. Diretor conversa sobre os filmes após a sessão.
No documentário Terrorista (2008), vemos Percy Sampaio Camargo, hoje aos 75 anos de idade, recordando o ano de 1969, que convulsionou sua vida. Professor de biologia na UNESP, foi incriminado pela ditadura militar como "perigoso assaltante e assassino de pais de família". Acabou se tornando exilado político no Chile e na Holanda, retornando ao Brasil somente em 1979 com a anistia política. Percy narra a sua extraordinária história pessoal, que se funde muitas vezes à história oficial do país, numa tentativa de resgatar um fragmento de memória perdida. O filme, de aproximadamente 30 minutos, é o diário falado de um homem que foi coagido a permanecer invisível, mas que lutou a vida inteira - sacrificando bens afetivos e materiais - por um ideal de democracia e de justiça social no Brasil e no Chile.
Les terra’s di nadie (2007) é um curta de 5 minutos que faz uma representação visual do 11 de setembro de 1973, dia do golpe militar chileno, e do 31 de março de 1964, dia do golpe militar  brasileiro. Misturadas às imagens é apresentada uma poesia do chileno Antonio Arévalo em cinco idiomas, como anuncia o título da obra - As terras de ninguém -, uma só frase em cinco línguas (francês, português, inglês, italiano e espanhol). As cenas se sucedem, sobrepõem-se e se completam, formando uma história única de um continente em permanente invenção. Um não-lugar onde impera a violência e a opressão, representadas como uma babel discursiva e visual.
Sobre o diretor
César Meneghetti é brasileiro e vive e trabalha entre São Paulo e Roma. Formado em Comunicação Visual pela Faculdade de Artes Plásticas da FAAP, especializou-se na City of London Polytechnic (film, vídeo & mixed media arts) e na Scuola Nazionale de Cinema, em Roma. O seu trabalho está centrado em problemáticas sociais, migração e conceito de fronteiras, sejam elas políticas, sociais ou individuais, baseando-se no confronto e na interação entre pessoas e culturas dos hemisférios Norte e Sul. Exibiu seu trabalho em mais de 38 países pelo mundo, participou de mais de 70 mostras e realizou cerca de 60 filmes e vídeos: 2 longas metragens, 5 documentários, 53 curtas e vídeos experimentais. Nos últimos 20 anos, conquistou reconhecimento no Brasil e no exterior, recebendo mais de 60 prêmios, bolsas e menções pelo seu trabalho.
serviço
Exibição dos vídeos Terrorista e Les Terra’s di nadie seguida de conversa com diretor| dia 22 de outubro, às 19h30
Duração: 35 min.  No Auditório MIS (177 lugares). Ingresso gratuito (retirar a partir de 1h antes da exibição).
Classificação etária: livre. Estacionamento cobrado: R$ 7. Acesso e elevador para cadeirantes. Ar condicionado.
Museu da Imagem e do Som (MIS)
Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo |  (11) 2117 4777 | www.mis-sp.org.br

O MIS apresenta nessa quinta-feira, 22 de outubro, às 19h30, recentes obras do artista e cineasta César Meneghetti, que fazem um reexame histórico e traçam um diálogo entre importantes acontecimentos políticos da América Latina do século passado: as ditaduras militares brasileira e chilena. Diretor conversa sobre os filmes após a sessão.

No documentário Terrorista (2008), vemos Percy Sampaio Camargo, hoje aos 75 anos de idade, recordando o ano de 1969, que convulsionou sua vida. Professor de biologia na UNESP, foi incriminado pela ditadura militar como "perigoso assaltante e assassino de pais de família".

Acabou se tornando exilado político no Chile e na Holanda, retornando ao Brasil somente em 1979 com a anistia política. Percy narra a sua extraordinária história pessoal, que se funde muitas vezes à história oficial do país, numa tentativa de resgatar um fragmento de memória perdida. O filme, de aproximadamente 30 minutos, é o diário falado de um homem que foi coagido a permanecer invisível, mas que lutou a vida inteira - sacrificando bens afetivos e materiais - por um ideal de democracia e de justiça social no Brasil e no Chile.

Les terra’s di nadie (2007) é um curta de 5 minutos que faz uma representação visual do 11 de setembro de 1973, dia do golpe militar chileno, e do 31 de março de 1964, dia do golpe militar  brasileiro. Misturadas às imagens é apresentada uma poesia do chileno Antonio Arévalo em cinco idiomas, como anuncia o título da obra - As terras de ninguém -, uma só frase em cinco línguas (francês, português, inglês, italiano e espanhol).

As cenas se sucedem, sobrepõem-se e se completam, formando uma história única de um continente em permanente invenção. Um não-lugar onde impera a violência e a opressão, representadas como uma babel discursiva e visual.

Sobre o diretor

César Meneghetti é brasileiro e vive e trabalha entre São Paulo e Roma. Formado em Comunicação Visual pela Faculdade de Artes Plásticas da FAAP, especializou-se na City of London Polytechnic (film, vídeo & mixed media arts) e na Scuola Nazionale de Cinema, em Roma. O seu trabalho está centrado em problemáticas sociais, migração e conceito de fronteiras, sejam elas políticas, sociais ou individuais, baseando-se no confronto e na interação entre pessoas e culturas dos hemisférios Norte e Sul.

Exibiu seu trabalho em mais de 38 países pelo mundo, participou de mais de 70 mostras e realizou cerca de 60 filmes e vídeos: 2 longas metragens, 5 documentários, 53 curtas e vídeos experimentais. Nos últimos 20 anos, conquistou reconhecimento no Brasil e no exterior, recebendo mais de 60 prêmios, bolsas e menções pelo seu trabalho.

Terrorista e Les Terra’s di nadie