Bárbara Rodrigues, artista nascida em Recife (PE), expõe uma série de trabalhos que tematizam um corpo genérico, dedicado a tarefas banais e automatizadas que serializam o gesto. Tais gestos, deslocados dos seus lugares habituais, ganham novas significações. Bárbara tem desenvolvido uma série de trabalhos que, mesmo fazendo uso de seu corpo como espaço, tempo e símbolo, não o têm, contudo, particularizado como protagonista de sua obra.
A paulistana Rosa Esteves utiliza seu corpo como matriz de sua arte. Deste corpo, nascem questões que o transcendem e permitem que o humano sobreponha à sua animalidade as marcas culturais da humanidade. Nas obras expostas, a artista devolve ao corpo a força da devoção e o impulso visceral por um lugar no sagrado. Para a artista, o corpo não surge como figura, suporte, material ou lugar para a arte, esses são apenas recursos em seus trabalhos, neles o corpo vai além. O trabalho de Rosa Esteves mostra obras que são criadas uma a partir da outra, sem rompimentos, num ato criativo contínuo, como uma espécie de investigação que se aprofunda, em que respostas geram novas perguntas. O mineiro Wilton Garcia traz elementos circunstanciais e desprendidos de suas funções para adentrar no debate artístico e conceitual sobre o corpo. Ele explora noções de movimento, deslocamento, flexibilidade e desfocamento, apresentando um conjunto híbrido de fotografia em tecido, papel, desenho em computador e uma balança ergométrica. Wilson investe num olhar que tange passagens entre artes visuais, mercado, mídia e pesquisa acadêmica.

Tripé Corpo