Começou dia 20  a vigésima edição do Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo. Esse ano, a cerimônia se volta à arte da escrita cinematográfica, que compreende não apenas o fazer e o assistir, mas, escolher a forma como o espectador será guiado à trama, a critica no papel, do roteiro a resenha e ensino de outro olhar através da obra.

Ao todo serão projetados em torno de 400 curtas, sendo mais de 150 do Brasil. Foram inscritos 2.438 filmes entre produções nacionais e internacionais. Cinqüenta e cinco países participam da mostra. E, Onze é o número de salas destinadas ao festival, que acontece de 21 a 28 de agosto.  “O princípio do festival é ser um espaço de troca, não de competição”, afirma a diretora do festival Zita Carvalhosa.

Em comemoração ao ano da França no Brasil e também dos vinte anos da revista Bref, a mostra especial traz filmes como “Um Canto de Amor”, de Jean Genet. Ainda nos programas especiais, acontece a mostra Panorama Alemão, geração 20, filmes da geração que comemora também vinte anos da queda do muro de Berlim. Entre os destaques estão “Terra dos Brinquedos”, vencedor do Oscar de melhor curta-metragem, em 2009  e “Na Linha”, também destaque do Oscar, em 2008.

Os destaques do Panorama Brasileiro vão para os curtas, “Chapa”, de Thiago Ricarte, indicado a Cinéfondation, em Cannes. “Teresa”, ganhador de melhor curta de Gramado, “Elo”, de Vera Egito que abriu a mostra paralela “A Semana da Crítica”, de Cannes e “O Menino Japonês”, de Caetano Gotardo, diretor também selecionado para a Semana de Crítica de Cannes, em 2008, com o filme “Areia”.

Filmes que deixam marcas

A comissão organizadora do festival selecionou curtas com propostas capazes de impactar e deixar sua marca. É por isso que além da exibição, o evento oferece atividades paralelas. Desde 2001, foi criado um núcleo de oficinas voltadas a comunidades de São Paulo. “Observamos que só levar programação não era suficiente”, comenta Zita.

Ao todo, 700 jovens já passaram pelas oficinas oferecidas e mais de 170 filmes já foram produzidos. Desses jovens, alguns foram inseridos no mercado cinematográfico, outros abriram coletivos de realização ou de espaços para projeção e alguns se tornaram professores das oficinas. Nesta edição, haverá uma palestra sobre a formação audiovisual em projetos sociais junto a ela, o Ministério da Cultura irá anunciar a criação do edital “Nós na Tela”, voltado para garantia de realização de filmes de pessoas formadas a partir de incentivos como esse.

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