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Com 12 anos de experiência, professora Dani Camargo revela detalhes sobre a dança.

Kekanto conversou com a professora de dança do ventre Dani Camargo para, de uma vez, acabar com todas as suas dúvidas sobre essa dança árabe tão encantadora.

Dá ou não dá barriga?

No ramo há mais de 10 anos, Dani conta que a dança do ventre é um exercício que, apesar de não gastar tantas calorias quando alguma aula de aeróbico intensa, é bom para o emagrecimento. Ou seja, dança do ventre não dá barriga! Ao contrário, se for praticada da maneira correta, é possível tonificar os músculos, deixar aquela cinturinha de Shakira e ainda gastar 300 calorias por hora.

O véu da Jade

Todo mundo se lembra das roupas da Jade no Clone, né? Mas, por que ela usava um milhão de looks diferentes? E por que pode barriguinha de fora se as mulheres islâmicas costumam se cobrir tanto ao sair na rua?

As roupas da dança do ventre variam conforme a região e o instrumento com que a dançaria exibe a sua performance. Apesar da cultura árabe caminhar junto com o islamismo, no qual as mulheres usam véus para cobrir algumas partes do corpo, isso não quer dizer que elas não sejam vaidosas. Dentro de suas casas, quando praticam a dança do ventre, elas se vestem com as melhores roupas e se enfeitam com muita riqueza e brilho. Inshallah!

Dança do ventre é só para magras

Uma grande mentira é que apenas as mocinhas magrinhas podem dançar. A prática vale para todas as idades e qualquer tipo físico, das magrinhas às encorpadas. Aliás, no Oriente, as dançarinas árabes mais velhas e gordinhas são consideradas as melhores bailarinas, porque já acumularam uma maior experiência de vida para transmitir em sua dança.

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Pode acreditar, na Grécia Antiga as meninas mais pobres enrolavam pedaços de pano ao redor do quadril e iam ao mercado dançar para arranjar um casamento. Os pretendentes jogavam as moedas e elas penduravam no pano, ficando assim um cinto de moedas. Como as dançarinas do ventre costumam receber gorjetas dos espectadores, tomaram também esse hábito de colocar moedas nos cintos.

Costume de ciganos?

Por incrível que pareça, os ciganos influenciaram - e muito - a dança do ventre. Os movimentos, o uso da maquiagem e joias, e até mesmo alguns movimentos, são resquícios da miscigenação da cultura cigana com a árabe do Oriente Médio. E, acredite ou não, até o flamenco da Espanha tem descendência da dança do ventre e cigana.

Melhora a autoestima?

Por ser uma prática predominantemente feminina, a dança do ventre é ótima para você que está se sentindo meio down, seja em relação ao seu corpo ou mente. Ao criar uma consciência corporal, os movimentos principalmente com a cintura, os quadris e pernas auxiliam dar um up na autoestima. Retomar a sensualidade e a vaidade perdidas com o tempo é um resultado único que se consegue ao praticar essa dança tão misteriosa e envolvente.

Consciência corporal, cultura e sensualidade. A dança do ventre é um tesouro oriental que precisa ser encontrado pelas brasileiras. Aproveitando o assunto, em março, para comemorar o mês da Mulher, vai rolar uma aula especial com a Dani Camargo de dança do ventre, lá em Campinas. Ainda dá tempo de pedir o convite, dá uma olhadinha aqui!

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