Quando as primeiras notas da flauta transversal começam a soar, os moradores da rua Belmiro Braga já sabem: é Fernanda Aparecida Pires que está ensaiando mais uma música. Essa paulistana de 34 anos, que participa do Projeto Guri, quer se tornar uma musicista profissional e provar que, apesar das dificuldades impostas pela Síndrome de Down, nunca é tarde para ir atrás de um sonho.

Fernanda frequenta o Guri duas vezes por semana e além da flauta transversal, tem aulas de coral e de teoria musical. Quem a acompanha hoje não imagina que a relação com a instituição já enfrentou alguns problemas. Há dois anos, após uma mudança na gestão do Projeto Guri, Fernanda foi impedida de continuar a participar das atividades sob alegação de que a casa não poderia receber pessoas com mais de 18 anos. Decisão que causou certa estranheza, pois a gestão anterior havia liberado sua participação. Depois de muita pressão da família, de amigos e até da imprensa, o Guri abriu uma exceção. “Eu me sinto bem quando estou lá”, afirma ela.

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