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Tênis de chiclete reciclado pregam pegadas mais ecológicas

Os calçados são feitos de Gum-tec, tipo de borracha resultante da transformação das propriedades sintéticas da goma de mascar

08/05/2018 11:50

por Redação

Olhe bem para o chão quando estiver andando por Amsterdã, na Holanda. Embora os habitantes da cidade sejam bastante educados, eles podem acabar jogando uma ou outra goma de mascar no chão, e esse é o segundo tipo de lixo mais comum por ali. Como pisar nelas é quase tão ruim – ou pior que – sujar a sola do sapato de cocô, os holandeses encontraram um jeito inteligente de reciclar o material, e ele passa justamente pelo que usamos nos pés: a empresa Explicit Wear inventou os tênis que são feitos de chiclete reciclado.

Os calçados são feitos de Gum-tec, tipo de borracha resultante da transformação das propriedades sintéticas do chiclete. Para chegar à fórmula do composto, a Explicit Wear contou com a ajuda da Gumdrop, uma companhia de sustentabilidade que se especializou nesse processo.

E tem mais gente que botou a mão na massa – ou na goma – do projeto: a organização turística I amsterdam, ligada ao poder público da cidade. Foi ela que saiu à procura de um meio que desse alguma utilidade aos chicletes depois de mascados.

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As solas dos tênis Gumshoes são feitas de chiclete reciclado

Créditos: Reprodução/Gumshoes

As solas dos tênis Gumshoes são feitas de chiclete reciclado

Quatro pares de Gumshoes, os tênis de chiclete reciclado, levam em sua composição 2,2 quilos de gomas de mascar. E essa matéria-prima de fato não falta por lá: 1,5 milhão de quilos dela passam a dar sopa – ou sola – pelas ruas da Holanda todo ano.

Por enquanto, os tênis, disponíveis nas cores rosa ou preta, estão em pré-venda, ao preço de  € 49,95 (cerca de R$ 210) o par.

Se comprar um – as entregas serão realizadas a partir de junho –, continue olhando para o chão ao caminhar. Não se sabe em que tipo de porcaria a gente pode acabar pisando quando se distrai.

Leia também: Alga substitui petróleo na produção de tinta ecológica

Curadoria: engenheiro Bernardo Gradin, especialista em soluções sustentáveis.

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