Libertação do corpo e da sexualidade e ampliação da consciência - temas tão disseminados que nem nos lembramos mais que entraram em circulação, como objeto de interesse mais amplo, há poucas décadas, através do impacto provocado, na década de 1950, pelos autores beat.

Mas a contribuição política, impregnada de uma religiosidade especial, da sua mística do excesso e da transgressão, não deve fazer que se perca de vista o valor propriamente literário; os beats tiveram tamanha influência por terem sido extraordinários escritores, como Jack Kerouac, William Burroughs e Allen Ginsberg.

Sobre o palestrante

Claudio Willer é poeta, ensaísta e tradutor. Publicou mais recentemente Geração Beat. Poemas, artigos e ensaios publicados em antologias, coletâneas e periódicos literários no Brasil, na Alemanha, Argentina, Colômbia, Costa Rica, Itália, México, Portugal e Venezuela. Como crítico e ensaísta, colaborou em suplementos e publicações culturais: Jornal da Tarde, Jornal do Brasil, revista Isto É, jornal Leia, Folha de São Paulo, revista Cult, Correio Braziliense, etc, e imprensa alternativa: Versus, Singular e Plural e outros. Citado ou examinado em ensaios, resenhas e reportagens, teses e dissertações, e em obras de consulta e de história da literatura brasileira. Coordena oficinas literárias, ministra cursos e palestras sobre poesia e criação literária.

Ronaldo Bressane é escritor, jornalista e editor. Publicou a trilogia de contos A outra comédia. Editou também os volumes de poemas O impostor e Cada vez que ella dice X. Ao lado de Joca Reiners Terron, Marcelino Freire e Nelson de Oliveira, coeditou a coleção Risco: ruído. Coordenou o projeto Chico: Canções, histórias, em que Mario Bellatin, João Gilberto Noll, Rodrigo Fresán e outros sete escritores adaptaram ao conto composições de Chico Buarque. Foi pioneiro na divulgação da literatura brasileira na rede ao editar, entre 1998 e 2000, a Revista A, em que pela primeira vez foram publicados autores como Emilio Fraia e Jorge Cardoso.

Geração Beat