Dados recentes apontam que, em 2013, mais de 850 mil mulheres realizaram aborto no Brasil. Mas segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) este número pode chegar a um milhão. “Aborto Ilegal:feminicídio de Estado” é o tema que será levado às ruas na quinta edição da Marcha das Vadias , que acontece neste sábado em São Paulo. A concentração terá início às 11h, no Vão Livre do MASP.

No foco do debate, a ideia é discutir as implicações que a política de criminalização traz à vida (e à morte) de mulheres em todo país. Em todo o mundo, por ano, são registradas cerca de 47 mil mortes associadas à prática, quase sempre, em condições inseguras. Outras cinco milhões são vítimas de disfunções físicas ou mentais.

Assim, a pauta levada à manifestação discute o tema para além do fato de ser ou não favorável à prática, uma vez que a criminalização do aborto jamais impediu a prática. Fez apenas que mulheres e homens trans não-binários, sem condições-econômicas, se submetessem a um processo que capaz de coprometer a saúde e, muitas vezes, a própria vida – em métodos caseiros, remédios sem controle de qualidade, além das clínicas clandestinas.

A culpa é de quem?

Atualmente, inúmeros países como Suécia, Inglaterra, Uruguai, Cuba e EUA adotaram políticas que garantem condições seguras a mulheres e homens trans não-binários. Enquanto no Brasil, segundo pesquisa realizada pela Universidade de Brasília, em 2010, 81% das mulheres que abortam têm filhos, 88% têm religião e 64% delas são casadas. Os números também levam em conta o fator econômico o fator econômico: 23% recebe apenas até 1 (um) salário mínimo, 31% recebe de 1 a 2 salários e 35% recebe de 2 a 5 salários mínimos.

Programação: 

11h - Concentração no Vão Livre do MASP
12h - Oficina de cartazes
13h - Saída em marcha

5ª Marcha das Vadias

30 Mai
MASP - Museu de Arte de São Paulo
Avenida Paulista, 1578 Bela Vista São Paulo - SP (11) 3149-5959
Estação Trianon-Masp (Metrô - Linha 2 Verde)
Catraca Livre