Muitas crianças apresentam dificuldade de aprendizado ou problemas de comportamento na escola. Na maioria dos casos, os pais apelam para alguns medicamentos pesados, os “tarja preta”, como Ritalina e Rivotril. Com o objetivo de evitar o uso excessivo de remédios pelas crianças e adolescentes foi lançada uma campanha contra a medicalização da educação.

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Meta é mostrar a diferença entre comportamentos naturais e sintomas

Iniciativa do Conselho Federal de Psicologia (CFP), a campanha “Não à Medicalização da Vida” quer mostrar que as drogas lícitas podem ser tão perigosas quanto as ilícitas se não usadas com uma boa justificativa. Segundo dados levantados pelo Conselho, 2 milhões de caixas de medicamentos para distúrbio de aprendizado foram consumidas no Brasil em 2012, o que faz do país o segundo maior consumidor desse tipo de remédios, atrás apenas dos Estados Unidos.

Assim, o objetivo da campanha é que seja estabelecido um debate sobre a medicalização da educação. E, ainda, que os pais aceitem que certos comportamentos que fogem do dito ”normal” para determinada faixa etária são naturais e não sintomas.

Para saber mais sobre os riscos do uso de remédios em excesso pelas crianças e adolescente, veja o material da campanha.