O projeto Barulho usa como palco para suas intervenções artísticas e sonoras os  botecos e as ruas da cidade de São Paulo. Em alguns sábados do ano, os participantes e agregados escolhem um local, combinam com o dono do bar para ele ceder a energia elétrica, montam o sound system jamaicano, as projeções e abrem espaço para quem quer expor trabalhos como desenhos, fotos, grafite e stencil. Assim, promovem uma interação cultural com balada a céu aberto.

A ideia nasceu há nove anos e foi elaborada pelo professor Amadeu Zoe e alguns alunos dele que na época cursavam o ensino médio na escola Miguel de Cervantes. “Queríamos criar uma rádio, mas não tinhamos esse espaço, nem dinheiro e nem contatos. Daí pensamos em fazer uma rádio na rua que rolasse ao vivo. Junto com esse projeto nasceu o sound system e seus desdobramentos”, conta.

A escolha do boteco não aconteceu por acaso, o grupo queria um espaço que agregasse pessoas, tivesse energia e que misturasse cultura com diversão. Com o passar do tempo, o Barulho começou a diversificar um pouco os locais de ação realizando eventos em lugares diferentes como o Beco do Aprendiz (zona oeste), a favela do Paraisópolis (zona sul), o Jardim Irene (zona leste), entre outros.

DivulgaçãoGrupo organiza o Barulho em boteco da Vila Madalena

Créditos: Grupo organiza o Barulho em boteco da Vila Madalena

Grupo organiza o Barulho em boteco na Vila Madalena

Durante o som, que é uma fusão de jazz, dub, jungle, samba e world music, o coletivo MídiaDub faz projeções de imagens em materiais têxteis que ambientam o lugar e se integram às musicas.  Além da diversão, rolam workshops sobre a montagem de sistemas sonoros e de como tocá-los. “Durante as ações a gente promove esse conhecimento que pode virar até negócio para a pessoa que está aprendendo”, reflete Amadeu.

Devolvendo a interação cultural aos espaços públicos, o evento é sempre divulgado no boca a boca ou entre outros grupos de ação cultural. Para quem quer expor os trabalhos ou fazer um som é só participar da lista de discussão no site ou frequentar os eventos. Para os idealizadores do Barulho, o ponto-chave é que qualquer um pode chegar e interagir.

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