Só em 2111: a diferença entre os salários de homens e mulheres no Brasil só será equiparada em quase um século. De acordo com o Relatório de Desigualdade Global de Gênero 2016, do Fórum Econômico Mundial, publicado nesta quarta-feira, dia 26, o país tem uma das maiores desigualdades salariais do mundo.

O documento mostra que as sociedades mais igualitárias são as escandinavas. Em primeiro lugar, está a Islândia, seguida por Finlândia, Noruega e Suécia. O ranking leva em consideração todos os aspectos econômicos, políticos, de saúde e de educação.

O Brasil tem uma das maiores desigualdades salariais do mundo

Créditos: ChristianChan/iStock

O Brasil tem uma das maiores desigualdades salariais do mundo

Entre os 144 países avaliados no relatório, o Brasil ocupa a 129ª posição — especialmente a respeito da igualdade de salário entre os gêneros. Os países com muitos casos de violência contra a mulher, como Irã e Arábia Saudita, estão em melhor posição na lista.

Segundo o texto, serão necessários 95 anos, caso o atual ritmo seja mantido, para equiparar as condições econômicas de homens e mulheres no Brasil. No entanto, incluindo política, educação e outras questões sociais, acabar com a desigualdade de gênero no país levará 104 anos. Já a taxa mundial chega a 170 anos.

O estudo também aponta que a presença de Dilma Rousseff no cargo de presidente fez o Brasil subir no ranking geral, passando da 85ª posição para a 79ª entre 2014 e 2015. No entanto, a classificação ainda é pior do que dez anos atrás, quando o Brasil estava na 67ª posição. Atualmente, o país está atrás dos 17 outros países latino-americanos.

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