A Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, com apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e parceria técnica da ONG Viração, lançou nesta semana uma campanha de incentivo à testagem do HIV, destinada a adolescentes e jovens.
O vídeo será disseminado pelas redes sociais e pode ser acessado aqui.

Parte da campanha “Viva Melhor Sabendo Jovem”, que visa ampliar o acesso à testagem do HIV, bem como ao tratamento continuado em casos positivos, o programa tem como objetivo levar conhecimento e educação sexual às regiões carentes deste tipo de serviço.

“Em um momento de crise política, é importante questionar a falta de ações e iniciativas que promovam o debate sobre sexualidade entre os jovens. Ao invés disso, campanhas de saúde e prevenção não são levadas às escolas da rede pública por falta de empenho e mobilização das autoridades”, destaca Maria Adrião, consultora da Plataforma de Centros Urbanos da UNICEF.

A campanha, divulgada nas redes sociais, reúne 16 jovens, entre artistas e personalidades, como a rapper Tássia Reis, a vlogueira de moda Nataly Neri, a jornalista Mary Zendron, o performer Ezio Rosa, a cineasta Elaine Souza e vários ativistas do movimento de luta contra a aids.

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Nos últimos dez anos, o número de adolescentes e jovens de 15 a 24 anos com HIV aumentou em 41% no Brasil

Com pouco mais de um minuto, o filme traz uma mensagem direta, leve e descontraída sobre a importância da realização do teste do HIV, como gesto de amor e cuidado e forma de prevenção. A campanha conta também com outras peças, como ensaios fotográficos de incentivo ao teste e uso do preservativo.

HIV no Brasil e o risco entre jovens de 15 a 24 anos

Dados recentes do Boletim Epidemiológico de 2015, do Ministério da Saúde, apontam que, nos últimos dez anos, o número de adolescentes e jovens de 15 a 24 anos com HIV aumentou em 41% no Brasil.

Em São Paulo, de acordo com dados da Secretaria Municipal Saúde, nesse período, o município conseguiu reduzir a porcentagem de casos de HIV sem aids em homens que fazem sexo com homens em populações entre 30 a 60 anos ou mais. Contudo, essa porcentagem aumentou nas faixas etárias de 13 a 29 anos.

Ainda de acordo com um levantamento de 2015 realizado pela Prefeitura, 59% do público entre 15 e 24 anos teve acesso ao preservativo no último ano. Por outro lado, a apuração revela que somente 20% desse grupo já fez o teste para aids alguma vez na vida e apenas 45% dos respondente têm conhecimento sobre a existência de serviços que ofertam o teste gratuitamente. “É necessário um posicionamento urgente sobre essa questão, que abarca fatores sociais, de saúde pública. Precisamos trabalhar por uma política de educação integral e sexualidade”, ressalta Adrião.