As farmácias das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) devem ser fechadas pelo prefeito João Doria (PSDB) após ser iniciada a parceria da Prefeitura de São Paulo com grandes redes de drogarias para que a entrega de medicamentos fornecidos pelo SUS passe a ser feito em farmácias privadas. As informações são do Estadão.

Polêmica, a medida foi criticada pelo Sindicato dos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sinfar-SP), que diz que a medida vai afetar sobretudo a população mais pobre.

“As grandes redes de farmácias têm filiais nos bairros mais centrais, melhor localizados. E não nos bairros mais distantes da periferia, onde está a população mais pobre. Ali estão as pequenas farmácias. Sem a entrega no posto de saúde, perto de sua casa, as pessoas teriam de se deslocar até outros bairros, tendo até de pegar ônibus”, afirma a secretária-geral da entidade, Renata Gonçalves, em entrevista à Rede Brasil Atual.

Data na mudança no sistema de saúde ainda não foi definida

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Data na mudança no sistema de saúde ainda não foi definida

De acordo com o secretário municipal da Saúde, Wilson Pollara, a logística de compra e distribuição de remédios para as unidades municipais não têm funcionado.

“Nós não conseguimos entregar remédio nas Unidades Básicas de Saúde. É impossível competir com a rede logística das farmácias [privadas]. Só para eu ter o estoque de remédios nas UBSs, tenho que ter um investimento de R$ 100 milhões. Sendo que esse remédio já está lá na prateleira da farmácia”, disse na terça-feira, dia 31.

O secretário disse que não há data para que os remédios passem a ser distribuídos nas grandes redes de drogarias, pois a parceria depende de acordos com o Ministério da Saúde.