Como crianças da rede municipal de ensino reagem a novos modelos de ensino? O curta-metragem Amarelos quer explorar os efeitos de uma iniciativa pouco comum na educação pública: a pedagogia democrática. Na Escola Municipal de Ensino Fundamental desembargador Amorim Lima, não há paredes entre as salas de aula. Num grande galpão, as crianças se organizam em grupos, separados posteriormente em trios e quartetos.

O ambiente valoriza o diálogo e incentiva a criação da noção de coletividade. As atividades da escola são discutidas mensalmente pelos pais, dando força à participação da comunidade na educação dos filhos. O projeto de ensino foi inspirado no modelo da Escola da Ponte, de José Pacheco, e contou com participação da psicóloga Rosely Sayão. A questão é: qual é, na prática, o resultado desse método de ensino na vida das crianças?

Para responder essa pergunta, um grupo de estudantes de Cinema da Faap está acompanhando alunos do primeiro ano da escola, a maioria com 7 anos de idade. Eles completarão 12 meses de ensino no fim deste ano. De três a quatro crianças – de um grupo de 50 -- serão escolhidas para que o filme mostre suas histórias de vida e os efeitos do primeiro ano na escola.

Segundo a diretora e roteirista do curta, Laura Lisboa, o objetivo é selecionar crianças com personalidades e contextos familiares bem distintos. A impressão até agora tem pontos positivos e negativos: “A noção de coletivo deles é muito boa. As atividades que são realizadas ali não são comuns nem na rede privada. Por outro lado, às vezes a liberdade acaba sendo demais para alguns que não tem muita estrutura familiar”, explica.

O projeto de TCC de Laura e de seus colegas foi aprovado pela banca dos professores do curso de Cinema da Faap e deve ser concluído até março. Para viabilizar a produção do filme, o grupo está tentando arrecadar R$ 17.145,00 no Catarse.

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