O coletivo Menos Letais, com o apoio de diversas ONGs e movimentos sociais, está colhendo depoimentos de pessoas que foram feridas e agredidas durante os protestos contra o aumento da tarifa em São Paulo.

Na página, existe um formulário que qualquer cidadão que sofreu algum tipo de violência policial pode preencher. O grupo também irá fazer um dossiê com todos os casos coletados, incluindo imagem e documentos relacionados, que será divulgado na mídia e em instituições internacionais, como as Nações Unidas. As informações são confidenciais.

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Bomba de gás lacrimogênio utilizada para dispersar protesto

Coletivo Armas Menos letais

O coletivo Armas Menos Letais é formado por grupos e indivíduos independentes e objetiva a regulamentação das armas de baixa letalidade utilizadas pelo Estado. O grupo questiona o uso dessas armas contra manifestações populares e quer a regulamentação do uso: " Apesar de serem utilizadas ostensivamente pela Polícia Militar e outros agentes do Estado, existem poucas informações a respeito dessas armas: da onde elas vêm? quais são seus efeitos? quando podem ser utilizadas? quais são seus danos à nossa saúde? de que maneira o Estado pode usar essas armas contra seus cidadãos? quanto se gasta com a compra dessas armas? entre outras importantes questões", diz um trecho do manifesto do grupo.

Segundo o grupo, o objetivo dessas armas é reprimir as manifestações e o direito democrático de ocupar as ruas. "O medo é produto direto da repressão. Medo de se entregar, de tomar as ruas, avenidas, praças, espaços públicos. Nossos corpos são mutilados e nossas dignidades violentadas ao exercermos os direitos de expressão e reunião. Não tenhamos medo de questionar."

Repressão chega na janela

O grupo fez um vídeo sobre as bombas de gás atiradas contra moradores dos prédios da Praça Roosevelt, que foram atacados em suas casas quando filmavam a ação da polícia no protesto de quinta-feira, 13. Assista:

 Empresa brasileira exporta armas

O jornal Brasil de Fato fez uma matéria sobre a empresa Condor, que exporta essas armas para governos ao redor do mundo, como Turquia e Egito. A reportagem afirma que o governo brasileiro promoveu encontro entre a empresa e o governo turco um mês antes dos protestos no país. Segundo a matéria, o governo brasileiro comprou R$ 49,5 milhões em armas não-letais da empresa Condor para eventuais protestos na Copa das Confederações 2013 e Copa do Mundo 2014. Leia a matéria completa.