Esse evento nunca teve nota na imprensa nem é um tipo de acontecimento que atraia celebridades. Os músicos chegam lá de ônibus depois de levar horas para cruzar a cidade. Alguns deles, moradores da região, preferem ir caminhando. No início, não havia nem mesmo um palco, era tudo na rua.

Mas, com o tempo, o evento virou uma verdadeira sensação. Pela primeira vez, promove-se, sem ajuda de quase ninguém, um festival de bandas da periferia que reúne grupos de todas as regiões da cidade. Vale tudo: rap, samba, pagode, funk, rock, música sertaneja. É assim o Jardim Ângela Festival Music.

A primeira eliminatória do festival começou às 21h e se estendeu por 12 horas seguidas. O palco era uma rua estreita no Jardim Ângela. Na frente, uma garagem em cuja parte superior foi instalado um estúdio de gravação de música e vídeo.
Desse local, saíram não só a gravação de mais de 800 bandas da periferia mas também improváveis conexões com festivais e shows em cidades como Paris, Londres, Berlim, Lisboa e Amsterdã.

Trecho da coluna Urbanidade, publicada no Jornal Folha de S. Paulo

Confira as músicas

Antes Soul do que Mal Acompanhado

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Contraste

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Moleque do Caleblo Black

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