A partir das 14h deste domingo, 17, a região da avenida Paulista será palco de uma manifestação em defesa dos direitos sexuais, reprodutivos e pelo direito à escolha de parto. A Marcha do Parto em Casa acontecerá também em outras 13 cidades, com o intuito de dar visibilidade à prática de parto humanizado e criticar a forma mecânica com que os procedimentos-padrão de maternidade são executados.

divulgaçãoMarcha do Parto em Casa - Divulgação

Créditos: Marcha do Parto em Casa - Divulgação

"Não podemos nos omitir e nos tornar cúmplices dessa situação."

A iniciativa começou em solidariedade ao ginecologista Jorge Kuhn, que deu uma entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, no último domingo, 10, na qual defendeu o parto humanizado domiciliar em casos que não hajam “nenhuma intercorrência clínica ou obstétrica”.

Por causa dessa declaração, o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) enviou uma denúncia contra o médico ao Conselho do Estado de São Paulo pedindo a cassação do direito de exercer a profissão.

A reação do Cremerj causou indignação entre ativistas, que em “Carta Aberta à População”afirmaram que “Escolher o local de parto é um DIREITO humano reprodutivo e sexual, defendido pelas grandes democracias do planeta. Agredir os médicos que se posicionam a favor da liberdade de escolha é violar os mais sagrados preceitos do estado de direito e da democracia.”

Veja aqui os locais e horários das marchas em todo o país.

Em São Paulo, a concentração será a partir das 14h, no Parque Mário Covas, atrás do parque Trianon.