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O mapeamento do BlighStatus informa a situação atual do imóvel

A cidade norte-americana de Nova Orleans sempre sofreu com pragas e construções que se danificavam com velocidade acima da média. Mas depois que o furacão Katrina arrasou as casas das pessoas e forçou dezenas de milhares de habitantes a saírem da cidade (cerca de 245 mil pessoas, segundo pesquisas censitárias), a situação ficou pior ainda. Além das construções, bairros inteiros foram se deteriorando. Esse foi o panorama que a equipe da organização sem fins lucrativos Code for America encontrou quando chegou à cidade a fim de revitalizá-la com a ajuda dos moradores.

O maior problema do local, contudo, era a falta de informação. Vizinhos e grupos comunitários queriam reparar ou demolir muitas dessas propriedades, mas não tinham como descobrir onde seus donos tinham ido. O mecanismo burocrático da cidade para reportar a má condição das casas era ineficaz. Uma solução foi desenvolver um aplicativo na web que permite que as pessoas da cidade identifiquem propriedades arruinadas e monitorem o que as autoridades estão fazendo sobre elas.

Chamado de BlightStatus (blight significa ferrugem em inglês), a ferramenta de mapeamento e pesquisa revela quando uma propriedade foi inspecionada e exatamente quais são seus problemas (janelas quebradas, calhas, portas, telhas faltantes, etc.).

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O maior problema da cidade é a falta de informação sobre os donos de imóveis abandonados

Uma vez que os moradores informam a situação das casas, eles podem acompanhar todo o processo que envolve a propriedade, incluindo vistorias, audiências, e julgamentos. A intenção da ferramenta é alcançar um dos três objetivos: o proprietário é encontrado e paga pelos reparos; a casa é vedada e vai à venda; ou será finalmente demolida.

O site tem um funcionamento simples como a sua interface. Apenas transmite se o governo da cidade está monitorando os problemas dos moradores, desde os estruturais até mesmo a simples pintura descascando em uma casa ao lado. Mas, ainda mais importante, o aplicativo também propõe um novo tipo de comunicação produtiva entre dois grupos que vão desaparecendo: cidadãos irritados e frustrados de um lado e uma cidade paralisada no outro.