O desastre de Mariana (MG) completa um ano no próximo dia 5 de novembro, mas as marcas dessa tragédia são vividas pelas vítimas até hoje. Nesta quinta-feira, dia 20, o Ministério Público Federal denunciou 22 pessoas e as empresas Samarco, Vale, BHP Billiton e VogBR pelo rompimento da Barragem de Fundão.

De acordo com o G1, entre os denunciados, 21 são acusados de homicídio qualificado com dolo eventual. A Procuradoria também denunciou o engenheiro Samuel Paes Loures e a consultoria em que trabalha, a VogBR, pelo crime de apresentação de laudo ambiental falso. Os demais, além de homicídio, vão responder por crimes de inundação, desabamento, lesão corporal e ambientais.

Crime ambiental resultou na morte de 19 pessoas em novembro de 2015

Créditos: Reprodução/Ismael dos Anjos

Crime ambiental resultou na morte de 19 pessoas em novembro de 2015

No total, a Samarco, Vale e BHP Billiton são acusadas de nove crimes ambientais. O ex-presidente da Samarco, Ricardo Vescovi, e o ex-número dois da empresa, Kleber Terra, estão na lista de acusados de homicídio após a tragédia. Todas as pessoas e empresas indiciadas negam ter cometido qualquer irregularidade.

O desastre

O rompimento da barragem da Samarco, em Mariana (MG), foi responsável pela morte de 19 pessoas, por destruir povoados e afetar milhares de pessoas. Cerca de 35 bilhões de litros de rejeitos de minério vazaram do reservatório e poluíram 650 km entre Mariana e o litoral do Espírito Santo.

Veja no G1 a lista com todos os denunciados.