Fungos, bactérias, vírus e protozoários só podem ser vistos pelos visitantes do Museu de Microbiologia do Instituto Butantan no microscópio ou em representações artísticas. Mas as pessoas com pouca ou nenhuma visão têm outra possibilidade: tocar os microorganismos.

Isso porque o espaço conta agora com modelos táteis que podem ser manuseados pelos deficientes visuais. Eles formam a exposição “Microtoque”, na qual as peças, desenvolvidas por um grupo especializado de microbiólogos, simulam as características dos seres unicelulares.

A iniciativa busca tornar o museu mais acessível, acompanhando uma tendência mundial de preocupação com os portadores de vários tipos de deficiência. Além da “Microtoque”, os cegos também podem percorrer a estrutura do museu enquanto passam a ponta dos dedos pela maquete produzida especialmente para ser tateada.  Além disso, o visitante também pode tocar nos bustos dos 11 maiores pesquisadores mundiais da área, expostos na Praça dos Cientistas.

As visitas para o público com deficiência visual acontecem às sextas-feiras com duração de cerca de uma hora. Elas são gratuitas e precisam ser agendadas com antecedência pelo telefone (11) 2627-9541. Confira os horários e preços na página do instituto, que fica na Avenida Vital Brasil, 1500, no Butantã.