Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação. É assim que se define o movimento NINJA, que pretende, sem medo nem receio, propor um contraponto à tradicional forma como as notícias chegam ao grande público.

NINJA - reprodução

Créditos: NINJA - reprodução

"Já não precisamos de veículos, somos os veículos" é o que defendem os "Ninjas"

A proposta é dar força a algo que já acontece, mas que encontra grande dificuldade: a divulgação de notícias de forma alternativa e independente. Mas não se trata apenas do compartilhamento de informações via redes sociais, e sim de algo mais ousado.

A sugestão do grupo é que as pessoas passem a agir como jornalistas e guerrilheiros, se colocando mais próximas à origem dos fatos e a fontes que, geralmente, ficariam de fora das reportagens “tradicionais” da grande imprensa. O objetivo final é contribuir para a construção de uma rede internacional de jornalismo independente.

Ninjas de guerrilha

O movimento chamado de “midialivrismo”, pela liberdade e independência das mídias, teve como “laboratório” uma cobertura jornalística de imersão feita em 11 aldeias Guarani-Kaiowá do Mato Grosso do Sul por dois membros da rede Fora do Eixo. A iniciativa dos midiativistas Rafael Vilela e Thiago Dezan rendeu um material diverso e diferenciado, com fotos e vídeos que foram exibidos e divulgados em sua página Coluna PósTV Guarani Kaiowá.

Essa experiência contribuiu para a consolidação do projeto “midialivrista” NINJA. Em sua primeira missão, o grupo enviou uma equipe para cobrir o Fórum Social Mundial de 2013, na Tunísia. Agora, outra equipe vai até a terceira cidade com o maior número de homicídios no Brasil, Marabá – PA.

O resultado dessas viagens pode ser acompanhado na página do grupo no Facebook e pela página da #PosTV. Setramings, fotos, vídeos e textos são postados pelos ninjas em tempo real.