Nos últimos anos, a mulher brasileira conquistou espaço no mercado de trabalho, mas, mesmo assim, ela ainda ganha em média 30% menos que o homem. Os dados são de um estudo feito pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), divulgado pelo Ministério do Trabalho nesta sexta-feira, dia 11, que também revelou que as brasileiras negras recebem menos de 40% que os homens brancos.

Os dados do estudo "Mulheres e trabalho: breve análise do período 2004 - 2014" vieram das Pnads (Pesquisas Nacionais por Amostra de Domicílios, do IBGE) de 2004 a 2014, último ano para o qual se tem informações disponibilizadas. A análise ressalta que as camadas mais marginalizadas da força de trabalho brasileira são também as mais penalizadas em momentos de crise econômica e desemprego.

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O estudo analisou a desigualdade salarial entre homens e mulheres

"Os sinais de reversão de um ciclo de crescimento do emprego formal são, portanto, preocupantes na medida em que são as franjas mais frágeis da massa de trabalhadores os mais propensos a sentir primeiro os efeitos de uma conjuntura desfavorável, cujos contornos ainda não estão muito bem definidos", diz o estudo.

A pesquisa ainda diz que as mulheres negras têm a maior taxa de desocupação e estão submetidas às situações mais precárias de trabalho, com baixos salários e sem carteira assinada.