Pela primeira vez, desde 2006, ano em que um o evento foi idealizado, pôde-se pagar (corretamente) os artistas envolvidos. Independente, aqueles que pensam em sua curadoria têm a ideia de que são todas as expressões de arte que ainda não foi capturada por “majors” (grandes gravadoras). É também por primeira vez, que sua abertura acontece na rua.

“A ideia não é inventar algo novo. Queremos apoiar o que já existe”, define a diretora de programação do  Centro Cultural da Juventude (CCJ)  e uma das pessoas envolvidas para pensar sobre as atrações do evento, Karen Cunha.

A essência de um evento como esse está na sua diversidade. “Vimos a necessidade de crescer e não trazer mais o debate formal. Os parceiros ajudaram com que o evento não saísse de uma cabeça só”, comenta.

Por perder o formato de uma curadoria centralizadora, o evento assume diferentes “padrinhos” e pessoas que querem trazer o seu olhar para ele. “Queremos que as pessoas saiam às ruas pensando, olha, isso está acontecendo”, coloca Cunha.

Outubro Independente não busca atingir um tom militante para o adjetivo que carrega. Esse ano, não promove muitos debates sobre a questão do que é ser independente nos dias de hoje. “Queremos que a pessoa vá a um show e, naturalmente, estará pensando sobre o tema”, completa Cunha.

A ideia é que diante do cardápio de atividades não nos fechemos apenas a um canal. Ou seja, para apenas um tipo de música, um tipo de filme ou um tipo de arte. Isso é independência. Poder escolher qual é o tipo de manifestação que o levará a inspiração.

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