Todos os dias, um público de 420 mil pessoas poderá ter uma experiência nova no metrô. Poemas ficarão expostos nas estações, nos seis novos trens da linha 2 - verde e em outros trinta e seis espaços.

Nesta terça-feira, 20, a estação Vila Madalena será palco da abertura da mostra “Poesia no Metrô”, em que, poetas lerão obras de outros poetas. Poetas como: Cládio Willer, Marcelo Tápia, Micheliny Verunschk e Carlos Figueiredo farão leituras de poemas de Camões, Claudio Manuel da Costa, Carlos Drummond de Andrade, Haroldo de Campo, João Cabral de Melo Neto, Mário de Andrade, Fernando Pessoa, entre outros.

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Ouças as primeiras declamações

Camões - Soneto

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Camões - Os Lusíadas

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Drummond

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Os “trens-poesias” passarão pelas estações do Sumaré, Clínicas, Paraíso, Ana Rosa, Chácara Klabin, Imigrantes e Alto do Ipiranga.

Até dezembro, os passageiros poderão ler obras poéticas de consagrados autores brasileiros e portugueses. Quarenta e duas poesias vão ser adesivadas nas paredes, com letras grandes, para serem lidas mesmo à distância.

Em 2010, o projeto “Poesia no Metrô” pretende se estender para as demais linhas, ganhando também espaço fixo para a declamação de poemas e a criação de edições temáticas.

Quem são os poetas por trás das leituras?
Cláudio Willer, poeta, ensaísta e tradutor. Marcelo Tápia, escritor, editor, cantor e publicitário. Micheliny Verunschk, mais jovem finalista do prêmio Portugal Telecom de Literatura Brasileira, em 2004. E, Carlos Figueiredo, autor de livros de poesia como “Estranha Desordem” e “Goliardos” e organizador da coletânea 100 Poemas Essenciais da Língua Portuguesa e também organizador do evento.

Leia também as poesias:

O Guardador de Rebanhos (Canto XXXIX), de Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)

Quem vê, Senhora, claro e manifesto, de Camões

Soneto de Cláudio Manuel da Costa

Mar Português, de Fernando Pessoa

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