Foi confirmada a informação que circula em perfis do Facebook sobre o ato de racismo contra o rapper Preto Will na estação Campo Limpo do Metrô, zona sul da cidade de São Paulo. Postado por Sergio Vaz, poeta e idealizador da Cooperifa, o músico teria entrado na estação, depois agredido e expulso por seguranças do local. Também ouviu frases como “Sai fora negão. Se quiser, vai de busão”.

Embora a Secretaria de Segurança Pública (SSP) não informe o nome da vítima, foi lavrado um Boletim de Ocorrência na 37ª DP do Campo Limpo dando conta de que por volta das 16h30 da terça-feira, 25, o músico (oficialmente de cor parda) alegou ter tido o tênis rasgado e o braço deslocado por seguranças do Metrô, sem motivo. A polícia informa que Preto Will terá seis meses para abrir processo contra os possíveis agressores.

Em nota divulgada pela Companhia do Metropolitano de São Paulo – o Metrô, o usuário entrou na estação e questionou aos agentes o fato de ser observado pelos funcionários. Divulgou ainda que o passageiro teria reagido com palavrões e não se identificou, conforme pedido dos seguranças.

Como houve resistência, Will teria sido retirado do local. “O usuário retornou à estação com policiais militares e não aparentava lesão. Os policiais solicitaram dados dos empregados do Metrô, apuraram os fatos e se retiraram”, informa a nota divulgada pela assessoria do Metrô.

A reportagem tentou entrar em contato com Preto Will, mas não obteve sucesso. A informação sobre o estado de saúde do músico – divulgada também no Facebook - é de que ele passa bem. Sergio Vaz também não foi encontrado. O Catraca Livre, entretanto, abre espaço para manifestação de ambos.

Racismo

Eduardo Pereira da Silva, advogado e presidente da Comissão da Igualdade Racial da OAB, afirma que um acontecimento desta natureza serve de alerta para mostrar que o racismo está presente.

“Os seguranças do metrô, provavelmente não foram preparados para este tipo de abordagem. Ação afirmativa e política de inclusão social são as únicas alternativas de natureza pública ou privada, e o bom é que aconteça pelos dois viés para acabar com essa cultura impregnada junto à sociedade brasileira”, finaliza.

 

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Jornalista, amante da comunicação.

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