As baixíssimas temperaturas da Grécia estão piorando um já grave problema social: como acomodar corretamente os milhares de refugiados que chegam à ilha de Lesbos com tanta neve?

Família tenta se aquecer em campo de refugiados na Grécia

Créditos: Achilleas Zavallis/UNHCR/Divulgação

Família tenta se aquecer em campo de refugiados na Grécia

Desprotegidos em barracas frágeis, eles ficam à mercê da onda de frio que chegou à Europa e só deve deixar o continente nesta quinta-feira, dia 12. Ao jornal britânico "Guardian", o ministro da Imigração, Yannis Mouzalas, admitiu que os refugiados estão em condições terríveis com a queda de neve sem precedentes que atinge o país. "As condições nas ilhas são horríveis", afirmou.

No campo de refugiados em Lesbos, com temperaturas a -5ºC, há ainda a questão da superlotação. Ao sul da ilha de Creta, a temperatura chegou a -14ºC.

O prefeito da capital de Lesbos, Spyros Galinos, afirmou que nunca viu tanta neve e que há aldeias isoladas, sem luz ou aquecimento. "Esforços estão em curso para levar as pessoas o mais rápido possível para hotéis", disse o prefeito ao "Guardian". "É difícil para todos."

"Enquanto o Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados) e os nossos parceiros forneceram centenas de cobertores térmicos, sacos de dormir e kits de proteção para o inverno, é claro que as pessoas estariam melhores no continente e deveriam ser deslocadas para lá o mais rapidamente possível e em maior número", afirmou o porta-voz Adrian Edwards durante coletiva.

Estima-se que 62 mil imigrantes e refugiados tenham ficado na Grécia após o fechamento das fronteiras por países mais ao norte e o acordo da Europa com a Turquia para travar os fluxos em março passado. Cerca de 10 mil dessas pessoas estão presas nas ilhas do mar Egeu, incluindo Lesbos.