Em seu programa na TV Record, a Igreja Universal atacou a imprensa e defendeu o prefeito eleito do Rio de Janeiro, o bispo licenciado Marcelo Crivella (PRB), na madrugada desta terça-feira, dia 1º.

Durante o "Fala que eu te escuto", a Universal mostrou duas vezes seguidas um clipe da campanha de Crivella, em que afirma que o prefeito "foi alvo de uma intensa campanha negativa da mídia, principalmente no segundo turno".

Segundo o programa, a TV Globo, o jornal "O Globo", a revista "Veja" e o portal UOL foram veículos agressivos na campanha. A Universal também fez críticas ao jornalista Arnaldo Jabor, que classificou como "burrice carioca" a eleição de Crivella, e à atriz Fernanda Torres, que demonstrou receio com a escolha do senador como prefeito em sua coluna na Folha.

Em seu programa na Record, a Universal criticou a imprensa

Créditos: Reprodução

Em seu programa na Record, a Universal criticou a conduta da imprensa

O apresentador do programa, o bispo Márcio Carotti, entrevistou Crivella, que disse existir "uma parte [da mídia] que é imparcial e tem interesse no processo eleitoral". "Esse interesse não é outro se não econômico. Então, enquanto uma tenta informar sobre os candidatos, suas propostas, outra tenta manipular a opinião pública com mentira. É importante que as pessoas saibam separar muito bem uma mídia da outra", afirmou o prefeito.

No programa de uma hora, Freixo também foi alvo da Universal. O "Fala que eu te escuto" reproduziu trechos de um artigo do economista Rodrigo Constantino, no qual chama o PSOL de "o PT de ontem".

No final, o bispo Carotti ainda provocou os críticos da Igreja. "Quanto mais vocês falam mal da Igreja Universal, quanto mais levam calúnias a nosso respeito, mais a gente cresce. [risos]. Obrigado pela perseguição da mídia. Somos igual omelete. Quanto mais bate, mais cresce", declarou.

Leia a matéria na íntegra na Folha de S.Paulo.