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Severina e seu esposo Rosivaldo.

Em abril de 2012, o Supremo Tribunal Federal decretou que não mais classificaria como crime o aborto de fetos anencéfalos (sem cérebro). O procedimento permitira que mulheres antecipassem o parto da criança diagnosticada com o problema. A decisão veio após muitos debates sobre o tema e, inevitavelmente, diversos relatos sobre os muitos impactos negativos que a proibição causava. Um desses relatos, inclusive, tornou-se documentário.

Dirigido por Débora Diniz e Eliane Brum, "Uma História Severina" registra todo o drama da mãe pernambucana que, aos quatro meses de gestação, conseguiu permissão para antecipar o parto do feto anencéfalo que carregava. Porém, no mesmo dia em que foi realizar o aborto, o STF proibiu a cirurgia e Severina retornou para casa carregando, ainda dentro de si,o feto incompatível com a vida. Além de questões ligadas à saúde pública, o doc enfatiza todo o sofrimento e pressão psicológica que a mulher enfrenta diante de uma questão complexa como esta.

Ainda que nos dias de hoje a interrupção de gravidez seja permitida em tal situação, outras formas de aborto continuam passíveis de punição judicial. Abaixo é possível conferir "Uma História Severina" na íntegra: