A companhia aérea americana Delta decidiu proibir as 'malas inteligentes' que possuem baterias de íons de lítio (Li-Ion) não removíveis devido à possibilidade de aquecimento excessivo das baterias e risco de explosão ou incêndio durante o voo. A medida vale a partir do dia 15 de dezembro tanto para bagagem despachada ou de mão.

As bagagens do tipo 'smart' com baterias removíveis são permitidas, contanto que a bateria seja removida no local e transportada na aeronave com o cliente, semelhante à política atual da Delta, que exige que os clientes coloquem as baterias de íons de lítio em sua bagagem de mão.

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As chamadas "smart bags" são alimentadas por baterias de íon de lítio, que podem pegar fogo

As bagagens do tipo 'smart' tornaram-se populares no último ano e geralmente incluem baterias de íons de lítio para possibilitar o uso de recursos integrados, como GPS e Bluetooth, balanças que impedem o excesso de bagagem, portas USB para carregar dispositivos pessoais e motores de movimentação da bagagem.

Em 2015, a Delta proibiu os hoverboards (skates ou patinetes elétricos) e outros dispositivos de transporte pessoal elétricos com bateria por motivos semelhantes.

Outras companhias aéreas, incluindo a American Airlines, também proibiram os hoverboards e agora implementaram a proibição de bagagens do tipo 'smart'.

A IATA (Associação Internacional de Transporte Aéreo) forneceu orientações sobre a restrição do transporte de bagagens 'smart' nas aeronaves.

Muitos fabricantes de bagagens 'smart' anunciam seus produtos como sendo aprovados pela FAA (a agência de aeronáutica civil dos EUA) ou TSA (Administração para a Segurança dos Transportes), o que pode dar aos clientes a falsa impressão de que todas as bagagens 'smart' são aceitas no transporte aéreo.

Até o momento, nenhuma bagagem 'smart' obteve aprovação da TSA ou da FAA.