A jornalista Rachel Sheherazade cometeu um ledo engano e, quem não prestar atenção, pode acabar fazendo o mesmo. Em sua conta do Twitter, ela chamou Monica Iozzi de "esquerda hipócrita" comparando duas manchetes que, aparentemente, eram contraditórias. Só aparentemente.

Em uma, o título era "Monica Iozzi comenta assédio de José Mayer: 'Não é nosso papel crucificar'", enquanto que na outra, a matéria destacava "Monica Iozzi se assusta com Marcos, do BBB: 'Sociopata, violento!'". A partir disso, Sheherazade disparou: "flagrante da dupla moralidade da esquerda hipócrita. O assédio é inadmissível desde que o agressor não seja meu coleguinha de emissora!".

O que Sheherazade fez foi o que grande parcela da internet faz: ler apenas o título. E o título, de fato, deu margem à interpretação de que Monica Iozzi estaria favorecendo apenas um lado - o que não foi o caso, já que ela aderiu à campanha #MexeuComUmaMexeuComTodas, que tomou conta das redes sociais após o caso de assédio sexual cometido por José Mayer contra a figurinista Su Tonami.

Em entrevista à revista Veja S. Paulo, Mônica Iozzi declarou: “Não é nosso papel crucificar ninguém. Nós, mulheres, temos que nos unir. Quando você encontra uma mulher que tem a coragem de se expor perante um caso de assédio, temos que levar isso adiante e não deixar a peteca cair. A coragem dela fez uma mobilização gigantesca”.

“Estamos vivendo a primavera das mulheres. O episódio saindo de dentro de uma empresa do tamanho da Globo serve como primeiro passo para uma grande luta”, completou. A atriz também aderiu ao movimento. “As produtoras, as figurinistas e todo o pessoal de produção veio nos procurar. A ideia não partiu das atrizes, mas aderimos sem pestanejar. Já que é um tema que está mexendo com tanta gente, por que não? Não estamos falando especificamente do caso do Zé e da Su. Estamos falando de tudo, de todas.”

Mônica Iozzi, Taís Araújo e Paulo Betti falam sobre o caso Mayer