Na medida em que o desafio da qualidade passa a ocupar espaço crescente no debate público sobre educação no Brasil, torna-se importante investigar experiências, dentro e fora do País, que tragam propostas concretas e aprendizados sobre como superar os problemas institucionais da educação.

A fim de contribuir neste esforço, a Fundação Itaú Social, com a coordenação técnica do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial, iniciou, em 2009, o Programa Excelência em Gestão Educacional, que tem como uma de suas colaborações a publicação de duas experiências educacionais que, com suas estratégias e ações, possam servir de inspiração para gestores, educadores, empresários e políticos brasileiros interessados em melhorar a qualidade de nossas escolas públicas. São elas: A Reforma Educacional de Nova York: Possibilidades para o Brasil e Escolas Charter no Brasil: A Experiência de Pernambuco.

Além dessas publicações, o Programa Excelência em Gestão Educacional, em parceria com a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo e coordenação técnica do Instituto Braudel, desenvolve um projeto piloto em dez escolas de ensino médio e fundamental da região da zona leste. Nessas escolas, são propostas ações de apoio ao professor em sala de aula e aproximação entre escola e família.

O estudo sobre Nova York teve início em 2007, por iniciativa de um grupo de pesquisadores do Instituto Fernand Braudel que visitou escolas e realizou entrevistas com diretores, professores, supervisores, alunos, coordenadores de pais e gestores do alto escalão da Secretaria de Educação de Nova York. A reforma
na cidade foi iniciada em 2002, e nesse período já começava a mostrar resultados.

O trabalho rendeu uma série de quatro artigos no jornal O Estado de S.Paulo, e a vinda de Eric Nadelstern, atual sub-secretário de Educação de Nova York, para encontros com gestores em São Paulo. Dois anos depois, em 2009, já no âmbito do Programa Excelência em Gestão Educacional, uma equipe de  pesquisadores das duas organizações retornou a Nova York a fim de aprofundar a pesquisa, analisar os avanços e dificuldades encontradas e produzir uma publicação com alternativas para a proposição
de inovações no sistema educacional brasileiro. É importante ressaltar que não se trata de importar um programa de reforma educacional, e sim avaliar e discutir possíveis propostas para questões educacionais presentes na agenda de todo gestor público.