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O Sonoma é um novo modelo de e-commerce que aproxima o consumidor com a vinícola.

Às vezes, temos certa dificuldade em escolher um vinho, seja para harmonizar com um delicioso prato, seja para compor um momento com a família ou amigos.

Geralmente, vinhos que vêm do Velho Mundo (países da Europa) estão classificados por região em vez de uva. Porém, os consumidores do Novo Mundo (Estados Unidos, América do Sul, Austrália e África do Sul) pensam diretamente na própria uva. Obviamente, a expressão de uma uva pode ser muito diferente dependendo no lugar, mas existem algumas características que vêm de berço e estarão sempre presentes.

Fiz uma seleção com algumas uvas bem conhecidas e vou fazer uma breve (e divertida) explicação sobre as diferenças entre elas. Tenho certeza de que, a partir destas dicas, você vai se destacar na hora em que for comprar seus próximos vinhos.

Podemos dizer que é a uva mais emblemática da Argentina, e hoje já está presente nas taças dos brasileiros com muita frequência. Mas sua origem vem de fato da região de Cahors, na França. Na Argentina, a Malbec encontrou excelentes condições para seu cultivo e nos presenteia com vinhos de corpo médio a encorpado. Além disso, seus taninos (que “prendem” a boca com aquela sensação de quando comemos uma banana verde ou um caju pouco amadurecido) agradam bastante, mesmo nos vinhos mais jovens. Seus aromas de ameixa e amoras são deliciosos, principalmente nos rótulos mais envelhecidos. Eu adoro nas duas versões, seja mais jovem ou não! Fica deliciosa com uma bela carne assada.

A mítica uva do Chile também tem sua origem além-mar, em Bordeaux, na França. Ela se adaptou muito bem aos vales chilenos, tornando-se uma das variedades mais importantes em todo o país. A Carménère também faz muito sucesso entre nós, brasileiros. Ela apresenta um vermelho muito próximo do lilás e do roxo, umas notas de frutas vermelhas e um leve toque vegetal. São vinhos alegres e divertidos, que vão bem com cozidos e pizzas.

A Pinot Noir é uma das minhas uvas favoritas (e uma das mais difíceis de cultivar, pois exige muito do produtor). Mas vamos de fato ao que interessa: a Pinot, como é chamada na "intimidade", é mais leve em questão de estrutura e bem menos tânica que a Malbec ou a Carménère Sua cor, na maioria das vezes, é muito mais clara também, o que faz algumas pessoas acharem que a Pinot Noir produz vinhos mais "fáceis", quando na verdade é totalmente o contrário. Para mim, é uma das uvas mais fascinantes e irresistíveis que já pude provar.

Apresenta aromas terrosos que lembram cogumelos e às vezes um leve toque de couro usado, folhas secas e cerejas. No mundo, podemos encontrar os melhores exemplares desta uva na Borgonha e Champagne (França), Califórnia e Oregon (Estados Unidos) Nova Zelândia e Chile. Pratos que harmonizam muito bem com a Pinot são os feitos à base de aves, como frango ou peru, e alguns peixes mais fortes, como o salmão e o atum.

Em matéria de vinhos brancos, gosto de dizer que a Chardonnay, nos últimos anos, é sem sombra de dúvidas uma das mais famosas. Talvez por ser produzida quase no mundo inteiro (pode-se afirmar que a maioria dos países com produção vitivinícola produz a tão famosa Chardonnay). Ela sempre apresenta aromas como de baunilha, manteiga derretida, creme de confeitaria e algumas frutas tropicais, como abacaxi. Tem muita exuberância, é uma uva "encorpada" e facilmente agrada ao paladar de todos. Gosto muito de beber meu Chardonnay com peixes e frutos do mar, como lula à dorê.

Gosto de dizer que a Sauvignon Blanc é o oposto da Chardonnay. Ela é leve, refrescante, vibrante e sempre apresenta alguns aromas cítricos, como limão siciliano e maracujá. Dependendo da região, pode apresentar até alguns aromas de aspargos. Diferentemente da Chardonnay, não é uma uva muito propícia para envelhecimento em barricas de carvalho. Para mim, está é a "graça" da Sauvignon Blanc, pois assim apresenta um frescor inigualável (quando bebo um vinho branco, eu definitivamente prefiro que seja bem refrescante). Um vinho de Sauvignon Blanc é perfeito para acompanhar petiscos leves ou saladas com legumes e frutos do mar.

A Riesling é definitivamente única. Não tenho vergonha em dizer que, das brancas, é a minha favorita. Toda vez que sinto o aroma da Riesling, logo me vem à cabeça uma cesta cheia de pêssegos recém-colhidos. É difícil não reconhecê-la, tem um DNA puro e único. Literalmente, a Riesling mexe comigo! É uma uva bem temperamental, pois não gosta muito de calor, prefere lugares mais frescos e frios. Ela é versátil em todos os sentidos - você poderá encontrar desde vinho Riesiling seco até os mais doces. As melhores regiões para a uva são a Alsácia (França), Alemanha, Aústria, África do Sul e Nova Zelância. Experimente provar com um sushi ou até mesmo comida tailandesa.

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Além dessas, há MUITAS outras uvas diferentes e deliciosas. Mergulhe neste mundo e aproveite para provar uma garrafa desconhecida, tenho certeza de que será um caminho sem volta!

*Jô Barros foi reconhecida como Melhor Sommelière do Brasil em 2011 pela revista Prazeres da Mesa e hoje ela é Sommelière do Sonoma.