Durante o XIX Congresso Brasileiro de Nutrologia, que aconteceu de 23 a 25 de setembro em São Paulo, foi debatido o preocupante cenário de carências de micronutrientes na alimentação do brasileiro e estratégias no combate a esta condição.

O estilo de vida moderno é um dos principais motivos que contribuem para isso. Sem tempo, as pessoas comem o que veem pela frente, atingindo o valor calórico facilmente, mas sem consumir a quantidade necessária de micronutrientes.

Um estudo feito pela Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL) 2014 revela que, dos mais de 40 mil brasileiros monitorados, apenas 24,1% consomem a quantidade recomendada de frutas e hortaliças o que, na prática, pode se refletir em deficiências nutricionais.

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Prato do brasileiro tem deficiência de nutricionais

Essa deficiência de micronutrientes, assim como o excesso de peso e a obesidade, são motivos de grande preocupação nos atuais cenários brasileiro e mundial. O grande é unir as quantidades de calorias e nutrientes de maneira adequada, ou seja, oferecer à população opções que supram as demandas nutricionais sem elevar o risco de obesidade. Diante dessa situação, a fortificação de alimentos aparece como uma estratégia segura e efetiva, com grande impacto e resultados duradouros.

Diferentes tipos de fortificação, reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde, podem ser empregados atualmente. É importante entender que o combate a deficiências nutricionais e seus prejuízos nas diferentes etapas da vida são de responsabilidade não apenas do governo, mas também dos demais atores sociais envolvidos, como a indústria e a esfera acadêmica.

Pensando nisso, no dia 25 foi lançado oficialmente o position paper da ABRAN, intitulado “Fortificação e o Papel das Indústrias na Promoção da Saúde” e apoiado pela DSM, empresa mundial baseada na ciência, com atividades nas áreas de saúde e nutrição.

 

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