Nesta quarta-feira, dia 11, a gestão do prefeito João Doria (PSDB) anunciou que também vai recorrer da decisão que barrou o aumento da tarifa da integração dos ônibus, de responsabilidade do município, e trilhos, a cargo do Estado. A gestão do governador Geraldo Alckmin já havia afirmado que recorreria da suspensão do reajuste.

"Apesar de a decisão excluir a prefeitura, ela atinge uma tabela publicada pelo Estado que incluía as nossas tarifas. Nós decidimos também suspender os aumentos e hoje a Secretaria de Justiça do município vai examinar quais as medidas judiciais cabíveis", disse o secretário municipal de Transportes, Sérgio Avelleda, de acordo com informações da "Folha de S.Paulo".

A gestão de Doria também vai recorrer da decisão que barrou o aumento da tarifa

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A gestão de Doria também vai recorrer da decisão que barrou o aumento da tarifa

O secretário declarou que menos de 15% dos usuários seriam atingidos com o aumento da tarifa e que 49% das pessoas usam a tarifa única, de R$ 3,80 (não reajustada). Segundo Avelleda, toda a programação do sistema de bilhetagem e validadores da frota de 15 mil ônibus foram atualizados, mas pode haver um ou outro coletivo com a tarifa reajustada.

O Tribunal de Justiça de São Paulo impôs nesta terça um revés político e econômico ao governador do Estado e ao prefeito da capital paulista. Seu presidente, o desembargador Paulo Dimas, declarou que a corte manteve liminar de primeira instância que suspendeu o aumenta da tarifa.

Com a decisão, a passagem integrada entre ônibus e metrô e ônibus e CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), que havia sido reajustada para R$ 6,90 no domingo, voltou a custar R$ 5,92.

O reajuste da integração, anunciado no fim do ano passado, foi suspenso por decisão liminar proferida na sexta-feira, dia 6. A ação foi proposta por deputados da bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo.

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