Uma marca foi forçada a tirar do ar um comercial estrelando a Cara Delevingne por excesso de manipulação da imagem.

Créditos: Guardian Wires / YouTube

Cara Delevingne no comercial da Rimmel

O anúncio era de uma máscara para cílios da Rimmel que prometia "volume extremo". O problema é que a Advertising Standards Authority (ASA), organização que regula a indústria de publicidade no Reino Unido, recebeu uma reclamação de que marca estava exagerando o efeito do produto. A empresa contestou a afirmação, dizendo que a pós-produção do vídeo deixou um resultado real. Ela também defendeu que Cara tem cílios longos e cheios naturalmente. As informações são do The Guardian. Você pode assistir ao comercial aqui.

A ASA já baniu outras campanhas de produtos de beleza por motivos semelhantes. Em 2011, comerciais com a Julia Roberts e Christy Turlington de cremes antienvelhecimento foram tirados do ar por terem tratado demais a pele delas, usando aquele efeito que remove manchas, rugas, espinhas e até os poros do rosto (parece que ele também foi usado na propaganda com Cara Delevingne). Já em 2012, uma campanha de rímel da Dior estrelada por Natalie Portman também recebeu uma reclamação por "exagerar os efeitos prováveis do produto".

Não é só a propaganda enganosa que está na mira de leis britânicas. No ano passado, o prefeito de Londres proibiu anúncios que promovem uma autoimagem negativa. "Ninguém deve ser pressionado, enquanto está no metrô ou no ônibus, por expectativas irreais sobre os seus corpos. Quero mandar uma mensagem clara sobre isso à indústria publicitária", afirmou Sadiq Khan na época.

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