Estônia, Letônia, Lituânia. Se você prestou atenção nas aulas de geografia do ensino médio, aprendeu que são três ex-repúblicas da União Soviética, que conseguiram a independência no início dos anos 90. O que pouca gente sabe é que nos três países bálticos têm muito lugar bacana para visitar. E com uma vantagem: os preços podem não ser tão caros quanto no restante da Europa.

O Dubbi, plataforma colaborativa de viajantes, indica o que fazer em cada país.

Estônia

Panoramio/Dubbi

Créditos: Panoramio/Dubbi

Vista da capital estoniana Tallinn

A capital Tallinn é banhada pelo mar Báltico e uma das maneiras mais fáceis de se chegar até ela é por via fluvial, indo de Estocolmo, Helsinque (está a apenas duas horas de navio) ou São Petersburgo. A visita já começa interessante por um motivo histórico: é considerada a cidade medieval mais preservada da Europa, tanto que o centro histórico, chamado Vanallin, concentra as principais atrações.

Para encontrá-las, a melhor dica é caminhar o máximo que puder. Na entrada do centro, por exemplo, um grande portão costeiro, com mais de quatro metros de altura e formado por várias torres, dá o tom do que é Tallinn. As ruas de paralelepídedo com suas casinhas de arquitetura charmosa levam todas para o mesmo lugar: Raekoja plats, a principal praça.

Além de dezenas de cafés e restaurantes, ela abriga o prédio gótico da prefeitura, do século 14, e uma farmácia, a Raepteek, que abriu as portas em 1422. Outro prédio que vale muito conhecer é a igreja de Santo Olavo, que com 149 metros já foi o edificio mais alto do mundo (sua torre verde destaca-se na paisagem urbana da cidade, apesar de atualmente estar um pouco menor, com 125 metros).

O clima medieval da cidade, com trajes e músicas daquele período, estão por toda a parte.

Letônia

Shutterstock/Divulgação/Dubbi

Créditos: Shutterstock/Divulgação/Dubbi

A capital Riga recebeu o título carinhoso de a "Paris do Norte"

Riga, a capital de Letônia, tem um clima um pouco diferente de Tallin, que está mais para uma pacata cidade do interior. Já Riga, com seus 650 mil habitantes, é a maior cidade dos países Bálticos, portanto possui uma maior oferta de atrações noturnas, com bares como o Skyline, que oferece uma vista única da cidade e pub crawls (roteiros de bares e baladas).

A cidade pode ser dividida em duas partes. A primeira delas, mais moderna, fica após o canal e começou a ser construída no início do século 20, que rendeu para Riga o título de "Paris do Norte". A estilosa ponte Vansu é o marco dessa transição.

A segunda parte é o centro histórico que costuma atrair a atenção dos viajantes. Trata-se do Vecrīga (Riga Velha, em Letão). Na praça da prefeitura, geralmente o início do roteiro pela região, fica o prédio mais famoso: a Casa dos Cabeças Negras, antiga confraria da cidade. Torres, canhões expostos, igrejas e até uma Casa do Gato completam a paisagem.

Lituânia

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A Lituânia tem fama de ser boêmio; vista da capital Vilnius

Para completar o roteiro pelos países Bálticos, Vilnius, a capital da Lituânia. O país tem fama de ser boêmio, então encontrar um bar e beber uma boa cerveja não é das tarefas mais difíceis por lá, principalmente artesanal, tradição do país.

Se tiver pouco tempo na cidade, um lugar definitivamente merece ser incluído no roteiro: trata-se de Uzupis, que se autoproclama uma república independente, com leis e regras próprias e até carimbo de passaporte! Não está entendendo nada? É que o bairro era um reduto de judeus, que saíram de lá evacuados na época da Segunda Guerra Mundial. Anos depois, o local atraiu a população marginal, como prostitutas e mendigos. Com o tempo, artistas e boêmios passaram a frequentá-lo, mas as autoridades não davam muita atenção para lá. Foi aí que surgiu a brincadeira. Atualmente, é um reduto de diversidade e agitação.

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