Viajar é bom, mas tem horas que bate uma saudade da comida e do nosso cantinho. Uma pesquisa feita pelo buscador momondo revela as coisas das quais os brasileiros mais sentem falta quando estão fora do país.

Para 51% dos entrevistados, a culinária nacional é o elemento que desperta mais saudades. Em segundo lugar vem a falta de casa, fator de peso para 43%. Depois, família e amigos (34%). Além disso, 25% sentem saudade de falar português quando estão no exterior.

Créditos: Igor Alecsander/iStock

A comida nacional aparece em primeiro lugar, seguida pela saudade de casa, da família e amigos e até de falar português

“Os brasileiros amam viajar e realmente aproveitam a oportunidade para conhecer pessoas novas, ter contato com outras culturas, provar novos sabores, ouvir outros idiomas e explorar novas paisagens. Mas mesmo com toda a diversão, ter saudade das coisas do próprio país é um sentimento muito natural”, explica Pedro Correia, responsável pela operação da momondo no Brasil.

Outra curiosidade é que os brasileiros gostam de encontrar conterrâneos durante as viagens. Ao perceberem que há alguém do Brasil por perto, 37% iniciam uma conversa. Esse comportamento é comum entre homens (37%) e mulheres (36%) e se destaca na faixa etária entre 56 e 65 anos (51%).

Considerando outras nacionalidades analisadas na pesquisa, a atitude mais comum para a maior parte das pessoas (28%) é conversar com compatriotas somente se eles se aproximarem primeiro. Entre os brasileiros, 30% agem assim.

Embora seja uma fatia pequena, também existem viajantes nacionais que não gostam de interagir com conterrâneos quando estão em outros países.  Neste grupo, 7% começam a falar outro idioma quando percebem que há brasileiros por perto e 3% afirmam evitá-los porque viajam para conhecer pessoas do local onde estão.

O estudo analisou os hábitos de viagem de 24.700 pessoas, em 23 países diferentes. No Brasil, foram analisadas as respostas de 1.003 brasileiros com idades entre 18 e 65 anos, o que corresponde à população do Brasil em relação à idade, gênero e geografia. A coleta de dados ocorreu entre 2 e 12 de janeiro de 2017.

Viajar o mundo sai mais barato que pagar as contas de casa