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Créditos: Marcos Corrêa/PR/Fotos Públicas

O presidente Michel Temer foi alvo de delação premiada a partir de áudios gravados pelo dono da JBS

Segundo a Folha de São Paulo, os áudios vazados da conversa entre o empresário Joesley Batista e o presidente Michel Temer teria sofrido mais de 50 edições. O jornal encomendou um laudo a Ricardo Caires dos Santos, perito judicial pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

De acordo com o perito, o áudio divulgado pela Procuradoria-Geral da República tem indícios claros de manipulação, mas "não dá para falar com que propósito". Ele afirma ainda que a gravação divulgada tem "vícios, processualmente falando", o que a invalidaria como prova jurídica. "É como um documento impresso que tem uma rasura ou uma parte adulterada. O conjunto pode até fazer sentido, mas ele facilmente seria rejeitado como prova", disse Santos. Ele enfatiza ainda que não há hipótese de defeito na gravação.

O jornal aponta ainda que a Procuradoria afirma que a gravação divulgada é "exatamente a entregue pelo colaborador e sua autenticidade poderá ser verificada no processo". A publicação também informa que o áudio não passou pela Polícia Federal, que só entrou no caso no dia 10 de abril. A gravação, feita pelo empresário na noite de 7 de março, foi entregue diretamente à PGR e é anterior à fase das ações controladas.

Em entrevista ao jornal, outro perito, Ricardo Molina, que não fez uma análise formal do áudio, declarou que a gravação é de baixa qualidade técnica. Para ele, uma perícia completa e precisa obrigaria a verificação também do equipamento com que foi feita a gravação. "Percebem-se mais de 40 interrupções, mas não dá para saber o que as provoca. Pode ser um defeito do gravador, pode ser edição, não dá para saber."

O que já aconteceu desde a delação da JBS: