"Inspirado na luta por reconhecimento da dignidade da pessoa negra e dos excluídos do Brasil", a Frente Favela Brasil foi a Brasília nesta quarta-feira, 30, protocolar seu pedido de registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para se tornar um partido político.

O grupo se projeta para a disputa das eleições de 2018 e, se conquistar o direito, se tornará o 36º partido político do país.

Antonio Conselheiro e os morros de favela

Citando Antonio Conselheiro e lembrando a Guerra de Canudos como referência, a FFB não associa sua luta a "território geográfico ou topográfico", como enfatiza um texto de apresentação no Facebook. Sugere-se, assim, uma alternativa política calcada nas contradições sociais, das tensões e disputas. E, neste caminho, precisará do apoio de 484.173 eleitores , sem vínculos com outras legendas, para se tornar um partido.

"O conceito de FAVELA, na verdade, começa a ser empregado a partir da Guerra de Canudos, quando Antônio Conselheiro e centenas de famílias ocuparam uma região recoberta por arbustos “espinhentos e resistentes,” fazendo lá os seus casebres. Essa promessa de uma sociedade onde todos eram donos das suas terras e da própria vida foi chamada de morro da favela"

Rappin Hood e MV Bill em Brasília

Na tarde desta quarta-feira, futuros dirigentes e apoiadores do movimento, como  Rappin Hood, MV Bill e DJ Jamaica, marcaram presença em Brasília.

Criado em julho do ano passado, Derso Maia, um dos idealizadores do movimento, disse em entrevista ao G1 que a criação da legenda visa trazer representatividade à população "esquecida" do Brasil. "Estamos unidos para honrar toda a luta dos nossos ancestrais, que enfrentaram duros processos e duras penas para que nós tivéssemos aqui hoje unidos com tanta garra e com tanta força, unidos aqui no tribunal eleitoral".

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