Créditos: Facebook/reprodução

Michel Temer teria comprado o silêncio de Eduardo Cunha

As informações são exclusivas da coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo

Na quarta-feira da semana passada, dia 10 de maio, Joesley Batista e o seu irmão Wesley, os donos da JBS, maior produtora de carne do mundo, fizeram uma delação premiada no gabinete do ministro Edson Fachin. Eles estavam acompanhados de mais cinco pessoas, todas da empresa. Ninguém foi coagido: todos os depoimentos foram dados por livre e espontânea vontade.

Na delação, o presidente Michel Temer foi gravado em um diálogo comprometedor, feito em março deste ano. Temer indicou o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&F (holding que controla a JBS). Posteriormente, Rocha Loures foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil enviados pelo empresário Joesley.

Numa outra gravação, Temer também ouviu do empresário que estava dando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma "mesada" na prisão para ficarem calados. Com a informação, Temer diz na gravação: "Tem que manter isso, viu?".

Na mesma gravação, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley. O dinheiro foi entregue a um primo do presidente do PSDB, numa cena devidamente filmada pela Polícia Federal. A PF rastreou o caminho dos reais. Descobriu que eles foram depositados numa empresa do senador Zeze Perrella (PSDB-MG).

Para mais informações sobre o caso, acesse o site do jornal O Globo.