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Silas Malafaia foi citado em delação premiado pelo advogado da JBS

"Manda este ladrão, vagabundo, bandido provar o que fala". Foi assim que o Pastor Silas Malafaia respondeu a reportagem da Folha de São Paulo quando questionado sobre a delação premiada do advogado da JBS, Francisco de Assis e Silva.

Segundo o líder evangélico, o advogado da JBS o acusou por "querer salvar a própria pele" ao citar "uma pessoa muito conhecida". De acordo com Silva, outro advogado da JBS, Willer Tomaz, teria afirmado que o pastor pediu um encontro com um juiz de Brasília. O objetivo seria estreitar relações com o magistrado após ter sido alvo de condução coercitiva, em dezembro, na Operação Timóteo, que investigava suposto esquema de corrupção em cobranças de royalties da exploração mineral.

Silas Malafaia assumiu conhecer Willer, preso nesta quinta-feira, 18, pela PF, sob suspeita de tentar interferir em investigações da Operação Greenfield. Em depoimento, Joesley Batista disse que contratou Willer pois ele se gabava de ter acesso e influência sobre Ricardo Augusto Soares Leite, juiz substituto da 10ª Vara Federal do Distrito Federal.

"Não nego que conheço o Willer, mas o que isso tem a ver, minha filha?", disse Malafaia. "É advogado de uma centena de deputados e senadores, advogado do Magno Malta [senador do PR-ES, evangélico como ele], que é um amigão meu. Já estive com ele, almocei, essas trocas de 'zap' [WhatsApp]. Até ganhei um susto quando vi que decretaram a prisão dele", contou na entrevista. O pastor negou, no entanto, que jamais pediu encontro "com qualquer juiz".

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