Na manhã desta quarta-feira, 13, o diretor-presidente da JBS, Wesley Batista, foi preso de forma preventiva pela Polícia Federal (PF) em São Paulo, que investiga sua participação privilegiada em transações no mercado financeiro entre 24 de abril e 17 de maio deste ano. A ordem de prisão não tem data para expirar. As informações são da repórter Fernanda Cruz, da "Agência Brasil".

O período investigado bate com a data da divulgação de informações relacionadas ao acordo de colaboração premiada firmado entre executivos da J&F e a Procuradoria Geral da República (PGR).

Créditos: Fabio Braga/Folhapress

Wesley Batista teve ordem de prisão preventiva decretada nesta quarta-feira, 13, sem data para expirar

Também foram cumpridos dois mandatos de busca e apreensão e um de prisão preventiva de Joesley Batista, irmão de Wesley e acionista da J&F, que foi preso neste domingo, 10, depois de se apresentar à PF de São Paulo com Ricardo Saud, outro executivo da empresa.

As ações fazem parte da 2ª fase da Operação Tendão de Aquiles e os mandados foram expedidos pela 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, a pedido da PF.

Segundo a 'Agência Brasil', a investigação apura ordens de venda de ações de emissão da JBS S/A na Bolsa de Valores pela empresa controladora, a FB Participações S/A, e a compra dessas ações em mercado, por parte da JBS. Com as irregularidades, o mercado era manipulado fazendo com que os acionistas absorvessem parte do prejuízo gerado pela baixa das ações.

Os suspeitos poderão responder por crime de uso de informação relevante, ainda não divulgada ao mercado, para propiciar vantagem indevida com valores mobiliários. As penas variam de um a cinco anos de prisão e multa de até três vezes o valor da vantagem ilícita obtida.

Em nota, a defesa dos irmãos Batista lamentou a prisão dos irmãos Batista dizendo que é "injusta, absurda e lamentável a prisão preventiva de alguém que sempre esteve à disposição da Justiça, prestou depoimentos e apresentou todos os documentos requeridos". O advogado também disse que "o estado brasileiro usa de todos os meios para promover uma vingança contra aqueles que colaboraram com a Justiça".

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