Uma câmera fotográfica especial é a esperança na luta contra o câncer de mama. Isso porque o aparelho consegue identificar uma predisposição à doença cerca de 10 anos antes do tumor aparecer. A tecnologia está sendo estudada por pesquisadores do Programa de Mestrado e Doutorado de Engenharia Biomédica da Universidade Anhembi Morumbi.

O método conhecido como termografia usa infravermelho para analisar a temperatura corporal e formar uma espécie de mapa de calor. “Ele é capaz de identificar a presença de um tumor devido a emissão de temperatura do mesmo ser diferente da temperatura do seio normal”, explica o professor Renato Zângaro.

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Aparelho detecta a radiação infravermelha emitida pelo corpo

Diferente do exame convencional, a técnica é indolor e não invasiva, já que não exige que o seio da paciente seja prensado. O diagnóstico consiste apenas em uma fotografia do seio. Em geral, mulheres a partir dos 40 anos devem fazer a mamografia anualmente, mas muitas acabam deixando de fazer por conta da dor durante o procedimento.

No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), surgem cerca de 60 mil novos casos de câncer de mama por ano. Por isso a importância de desenvolver técnicas que antecipam o diagnóstico. “Hoje, nós estamos criando uma base sólida de conhecimento para que a técnica seja bem aplicada e, no futuro, há essa previsão de antecipar em cerca de 10 anos o diagnóstico de câncer de mama”, explica o professor Leandro Procópio Alves, um dos pesquisadores à frente do projeto.

A tecnologia está em fase de estudo no Brasil e ainda não faz parte do protocolo tradicional de diagnósticos. “Todo desenvolvimento de uma técnica nova leva muito tempo para chegar até o usuário final, que é o paciente. Nós, como cientistas, estamos cuidando de ter o melhor resultado, a melhor tecnologia aplicada para passar para o Governo”, completa Procópio.

O projeto está sendo desenvolvido no Parque Centro Tecnológico de São José dos Campos e admite a participação de alunos de Iniciação Científica das áreas de Engenharias e Saúde.

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Projetos como esse que “destradicionalizam” a pesquisa são apoiados pela Universidade Anhembi Morumbi.  Clique aqui para conhecer todos os cursos ‘destradicionais’ oferecidos pela universidade.