A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta semana um medicamento para o tratamento de leucemia mieloide aguda (LMA). O Rydapt (midostaurina) coloca fim a um hiato de 25 anos sem um novo medicamento para tipo agressivo de LMA.

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Anvisa libera novo medicamento

O Rydapt é indicado para o tratamento de pacientes adultos recém-diagnosticados com LMA que apresentam mutação na tirosina quinase tipo 3.

"A chegada desse medicamento representa um avanço relevante como terapia pioneira direcionada para pacientes que tinham opções limitadas por muitos anos", comenta Alexandre Gibim, Gerente Geral da Novartis Oncologia do Brasil.

Segundo divulgado pela Anvisa, o medicamento é indicado associado à quimioterapia convencional de indução com citarabina e daunorrubicina, na consolidação com citarabina em altas doses e na fase de manutenção em monoterapia, para os pacientes com resposta completa.

Sem o tratamento adequado, a LMA FLT3+ tem prognóstico desanimador e é considerada um dos tipos de leucemia mais agressivo.  Os resultados com Rydapt  apresentaram melhora significativa na sobrevida global com uma redução de 23% no risco de morte em comparação com a quimioterapia isolada.

LMA é um câncer raro e agressivo do sangue e da medula óssea . Segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA), entre 2018 e 2019, serão diagnosticados 5.940 casos novos de leucemia em homens e 4.860 em mulheres. Aproximadamente um terço desses pacientes terão uma mutação no gene FLT3.

A previsão de chegada do medicamento no Brasil é para o último trimestre deste ano.

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