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Aedes aegypti é o transmissor da dengue, zika e chikungunya

Um novo levantamento do Ministério da Saúde mostra que 1.153 municípios brasileiros (22%) apresentam um alto índice de infestação, com risco de surto para dengue, zika e chikungunya.  Ao todo, 5.191 cidades realizaram algum tipo de monitoramento para o Aedes aegypti.

De acordo com a pasta, o resultado do levantamento indica que é necessário dar mais atenção nas ações de combate ao mosquito mesmo durante o outono e inverno em todo o país.

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Além das cidades em situação de risco, o levantamento identificou 2.069 municípios em alerta, com o índice de infestação predial entre 1% a 3,9% e 1.711 municípios com índices satisfatórios, inferiores a 1%. No total, 20 capitais realizaram algum tipo de monitoramento e apenas três delas têm índice satisfatório: São Paulo (SP), João Pessoa (PB) e Aracaju (SE). Já Cuiabá (MT) e Rio Branco (AC) apresentam risco para surto das doenças relacionadas ao mosquito.

Além disso, 15 capitais estão em alerta. São elas:

Rio de Janeiro (RJ)

Fortaleza (CE)

Porto Velho (RO)

Palmas (TO)

Maceió (AL)

Salvador (BA)

Teresina (PI)

Recife (PE)

Brasília (DF)

Vitória (ES)

São Luis (MA)

Belém (PA)

Macapá (AP)

Manaus (AM)

Goiânia (GO)

As capitais Boa Vista (RR), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Florianópolis (SC) e Campo Grande (MS) não enviaram informações.

Créditos: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Governo alerta para a importância de combater o mosquito também nos meses mais frio

O levantamento serve para o controle do vetor e das doenças (dengue, zika e chikungunya). Com base nas informações coletadas, as cidades podem identificar os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito, bem como o tipo de criadouro predominante. O objetivo é que, com a realização do levantamento, os municípios tenham melhores condições de fazer o planejamento das ações de combate e controle do mosquito.

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