Você já deve ter ouvido falar muito sobre os malefícios do jejum intermitente, não é mesmo? Pois uma pesquisa da Harvard T.H. Chan --Escola de Saúde Pública--, em Boston (EUA), revelou que este tipo de dieta pode fazer bem à saúde e até prolongar a vida.

De acordo com informações divulgadas pelo site “Minha Vida”, parceiro do Catraca Livre, este tipo de regime alimentar é capaz de manipular as redes mitocondriais dentro das células, aumentando a vida útil das pessoas.

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Quem adere ao jejum intermitente pode viver mais!

Interessante, não? E ainda tem mais! O estudo mostra também a capacidade das células de processar a energia ao longo do tempo, provando que os períodos de jejum podem ajudar a chegar em um envelhecimento saudável.

Apesar da descoberta, os pesquisadores ainda precisam realizar uma série de novos testes. Ficou interessado? Confira a matéria na íntegra no site.

Jejum intermitente é uma técnica utilizada para emagrecer intercalando períodos de alimentação e jejum. A ideia é queimar as gorduras já existentes no organismo antes de ingerir novas calorias.

Nobel de medicina

Em 2016 o pesquisador japonês Yoshinori Ohsumi ganhou o Nobel de medicina por sua descoberta de como as células se degradam e reciclam seu próprio conteúdo.

Selo Facilite

“Suas descobertas abriram o caminho do entendimento para muitos processos fisiológicos, como a adaptação à fome ou respostas para infecção”, disse a academia ao anunciar o prêmio.

De acordo com Yoshinori, o jejum faz as nossas células se comerem --processo chamado de autofagia-- o que nos renovaria.

A autofagia é um importante processo de autolimpeza que existe em todas as células de nosso corpo. A redução deste processo leva ao acúmulo de componentes danificados, o que está associado à morte das células e ao desenvolvimento de doenças. Por essa lógica, manter o mecanismo ativo seria uma forma de prevenir problemas.

“O jejum induz a autofagia, isso é sabido. Também sabemos que a autofagia induz a longevidade. A busca agora é entender a conexão entre a autofagia ativada pelo jejum e a longevidade das células”, explicou Soraya Smaili, professora livre-docente da Escola Paulista de Medicina, ao UOL.

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